Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
24 de Abril de 2007 - 19h06 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 11h40


Associação pede que imprensa não seja avisada previamente de ações da PF contra juízes

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

São Paulo - A Associação dos Juizes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp) divulgou nota nesta terça-feira (24) solicitando que a imprensa não seja avisada previamente quando ocorrerem operações policiais, sob “sigilo processual”, contra magistrados. A nota é uma resposta à operação Têmis, ocorrida na sexta-feira passada (20), quando policiais federais estiveram em prédios da Justiça Federal de São Paulo cumprindo mandados de busca e apreensão na sala de juizes e desembargadores acusados de conceder liminares favoráveis a donos de bingos.

A associação considera que as diligências efetuadas pela Polícia Federal na semana passada foram feitas de “forma agressiva” e “cinematográfica”. Um outro problema, segundo a Ajufesp, seria o fato de os policiais estarem “portando armamento pesado”.

A associação solicita que o ministro da Justiça, Tarso Genro, e a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentem e adotem certos procedimentos tais como o impedimento do porte de armas e atitudes intimidatórias “desde quando não haja resistência” e a obrigatoriedade de que as corregedorias-gerais acompanhem as diligências policiais. A Ajufesp pede ainda que não seja “admitida a prisão de magistrado sem a presença da presidente da Corte a que está vinculado”.

A associação "espera que haja completo esclarecimento (do caso), mas preservando todas as pessoas envolvidas, porque não se pode antecipar condenações, nem dar alguém previamente como culpado, pois todos presumem-se inocentes".

Também nesta terça-feira, o juiz federal Djalma Moreira Gomes, um dos suspeitos de venda de sentenças investigados pela Operação Têmis, enviou nota à imprensa defendendo-se das acusações. De acordo com a nota de Gomes, ele jamais proferiu “qualquer decisão favorável a funcionamento de bingos” e não tem “nada a esconder”.

Gomes, que trabalha na magistratura federal há 12 anos, diz que, em 38 anos de serviço público, sempre pautou sua “conduta pessoal e profissional pelos mais rígidos padrões de honestidade” e lamenta que os veículos de comunicação tenham estampado sua foto nos jornais, “divulgando meras ilações, sem qualquer fundamento, promovendo verdadeiro linchamento público” de sua imagem.




 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina