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24 de Abril de 2007 - 12h13 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 11h40


Policiais federais cogitam novas paralisações se governo não cumprir acordos

Clara Mousinho
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Representantes dos sindicatos de policiais federais de todos os estados e do Distrito Federal estão reunidos hoje (24) e amanhã (25) numa assembléia para definir um calendário de mobilização da Polícia Federal (PF), caso o governo não cumpra os acordos firmados com a categoria. De acordo com o presidente da Federação Nacional de Policiais Federais, Marcos Wink, o movimento será intensificado e há previsão de greve.

Em fevereiro do ano passado o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, teria assinado um documento que garantia o reajuste salarial de 30% aos policiais federais. Mas o pagamento da parcela prevista para janeiro deste ano não foi liberado pelo Ministério do Planejamento.

Segundo o diretor de comunicação da Federação Nacional de Policiais Federais, Josias Fernandes Alves, a assembléia tem o objetivo definir qual vai ser a mobilização da PF. “Uma das pautas dessa assembléia é exatamente definir nossa estratégia em relação a essa novela do acordo de recomposição salarial que o governo teima em não cumprir.”

Wink afirmou que os policiais federais vão intensificar o movimento para pedir o cumprimento do acordo. “Seguramente vamos aprovar aqui uma forma de captar recursos para um fundo de greve. Ainda que não queiramos fazê-la imediatamente, nós não podemos descartar que a greve vai ser um último passo da categoria, caso o governo não cumpra com aquilo que ele acordou conosco.”

Está prevista para quinta-feira (26) uma reunião entre os policiais federais e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo Wink, se os pedidos da categoria forem acatados pelo governo, a mobilização será suspensa.

“Se nessa reunião de quinta-feira for demonstrado pelo governo uma forma de atender o que foi aprovado, nós suspenderemos o movimento sem problema nenhum. Caso não cumpra, o movimento vai continuar. Caso não haja reunião, que é muito provável, tendo em vista que as últimas duas não aconteceram, o movimento vai continuar”, explicou Wink.

Além do reajuste salarial, os policiais federais pedem também a criação de um plano de carreira. A PF já fez duas paralisações este ano. As manifestações atrasaram os serviços de embarque e desembarque internacionais nos aeroportos e suspenderam as operações de investigação da Polícia Federal, inclusive a Operação Furacão.



 


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