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Brasília - O
governador da Bahia, Jaques Wagner, afirmou hoje (24), na abertura da Conferência Estadual do Trabalho Decente, transmitida via Internet, que "o trabalho digno é capaz de promover a inclusão social e não basta apenas investir na criação de empregos: é necessário criar melhores condições de trabalho".
O governo baiano firmou parceria com a Organização
Mundial do Trabalho (OIT) para tentar gerar mais empregos e eliminar
os trabalhos escravo e infantil no estado. A conferência discute alternativas para a geração de geração de empregos e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Jaques Wagner também
se mostrou preocupado com as áreas de cultura e esporte: "Queremos
promover a inclusão social na Bahia por meio do trabalho
decente. O esporte é uma érea que nos
preocupa, por ser uma área de inclusão. O Brasil foi
citado pelo relatório da OIT como exemplo no combate ao
trabalho escravo e esse combate precisa ser incorporado por toda a máquina pública".
A OIT define como decente um trabalho
adequadamente remunerado, exercido em condições de
liberdade, eqüidade e segurança, capaz de garantir uma
vida digna. A
diretora da Organização no Brasil, Laís Abramo, que também participou da abertura da
Conferência, explicou que esse conceito surgiu como uma
resposta à precariedade das condições de emprego
hoje, "um problema mundial e não
apenas do Brasil".
E acrescentou: "é qualquer atividade específica devidamente
remunerada e que supra as necessidades básicas de lazer,
educação, alimentação e moradia, além de ser um trabalho livre de discriminação”. Segundo
os dados apresentados por Laís Abramo, a América Latina
precisaria crescer 5% ao ano para resolver o problema da falta de
trabalho. A OIT aponta que de cada dez empregos gerados na região, sete estão no mercado informal.
O
secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, defendeu a busca de condições mais dignas de trabalho e a união para que as ações
apresentem os resultados esperados. “A taxa de desemprego total na
Bahia é de 38,7%. Existe uma diferença de 14 pontos
percentuais entre a taxa de mulheres negras e a de brancas empregadas,
o que reforça a existência da desigualdade em
nosso estado. Também temos dois grandes problemas na Bahia: o
trabalho escravo e o infantil”, afirmou.
Amanhã
(25), durante a segunda rodada de debates, vários setores da sociedade discutirão as futuras ações práticas
para resolver as questões trabalhistas no estado.
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