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Curitiba - O presidente da seccional
paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto de Paula Machado, disse à
Agência Brasil que está "indignado e até assustado" com a possibilidade de irregularidade no concurso para
juiz do Tribunal de Justiça do Paraná, realizado em novembro último.
Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação
Furacão teriam flagrado pedido do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aos
examinadores do concurso para que aprovassem o candidato
Leonardo Bechara Stancioli, seu parente.
Segundo
a assessoria de imprensa do TJ-PR, foi instaurada ontem (24) uma
sindicância para apurar as possíveis irregularidades, a pedido da OAB e da Comissão do
Concurso de Ingresso à Magistratura.
Diante da denúncia de
que o candidato sequer compareceu às provas, enviando outro advogado em
seu lugar, o presidente do tribunal paranaense,
desembargador José Antonio Vidal de Coelho, determinou a realização de exame grafotécnico nas
fichas e provas do concurso.
A apuração será acompanhada pela seccional
da OAB. Alberto de Paula Machado defende que o
processo seja "rápido, ágil e transparente, para não abalar a credibilidade dos
concursos, que sempre foram muito sérios". Segundo ele, as primeiras informações
indicam que a banca examinadora aprovou Stancioli durante as provas orais, o que descartaria o cancelamento do concurso.
O
candidato sob suspeita obteve a 17ª colocação entre 22 aprovados, de um
total de 1.743 concorrentes. Ele ainda não assumiu o cargo de juiz porque apenas os 13 primeiros foram convocados até agora.
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