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25 de Abril de 2007 - 22h14 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 22h14


Presidente da OAB no Paraná se diz "indignado" com denúncia de fraude em concurso para juiz

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curitiba - O presidente da seccional paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto de Paula Machado, disse à Agência Brasil que  está "indignado e até assustado" com a possibilidade de irregularidade no concurso para juiz do Tribunal de Justiça do Paraná, realizado em novembro último.

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Furacão teriam flagrado pedido do ministro Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aos examinadores do concurso para que aprovassem o candidato Leonardo Bechara Stancioli, seu parente.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ-PR, foi instaurada ontem (24) uma sindicância para apurar as possíveis irregularidades, a pedido da OAB e da Comissão do Concurso de Ingresso à Magistratura.

Diante da denúncia de que o candidato sequer compareceu às provas, enviando outro advogado em seu lugar, o presidente do tribunal paranaense, desembargador José Antonio Vidal de Coelho, determinou a realização de exame grafotécnico nas fichas e provas do concurso.

A apuração será acompanhada pela seccional da OAB. Alberto de Paula Machado defende que o processo seja "rápido, ágil e transparente, para não abalar a credibilidade dos concursos, que sempre foram muito sérios". Segundo ele, as primeiras informações indicam que a banca examinadora aprovou Stancioli durante as provas orais, o que descartaria o cancelamento do concurso.

O candidato sob suspeita obteve a 17ª colocação entre 22 aprovados, de um total de 1.743 concorrentes. Ele ainda não assumiu o cargo de juiz porque apenas os 13 primeiros foram convocados até agora.



 


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