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25 de Abril de 2007 - 16h34 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 17h33


Acidentes de trânsito são uma das principais causas de mortes no país, aponta pesquisa

Manoela Alcântara
Da Voz do Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante apresentação de relatório sobre mortes no trânsito no Brasil, parte da Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança no Trânsito
Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante apresentação de relatório sobre mortes no trânsito no Brasil, parte da Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança no Trânsito
Brasília - Os acidentes de trânsito são hoje uma das principais causas de morte no país. Segundo dados da pesquisa de mortalidade por acidentes de transporte terrestre, divulgada hoje (25) na Primeira Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança no Trânsito promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 35 mil pessoas morreram em 2005 no país. Desse total, 81,5% são do sexo masculino e 18,5% do sexo feminino. De acordo com o levantamento, metade das vítimas fatais são jovens.


Para os jovens entrevistados, os acidentes de trânsito podem ser causados pela alta velocidade, decorrente do uso de bebidas alcoólicas, drogas e a busca de emoção da faixa etária de 16 a 25 anos de idade.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou que o carro pode ser uma arma, e que as pessoas precisam ter consciência. Para ele, os acidentes e mortes no trânsito entre jovens, por exemplo, só podem ser reduzidos com leis mais rígidas para a venda de bebidas alcoólicas e alterações no enfoque das campanhas de conscientização.

“Atualmente, bebidas alcoólicas são vendidas em estradas, em postos de gasolina. Temos que apertar a fiscalização em relação aos jovens que bebem e depois dirigem. Nós temos que rever a veiculação de propagandas de bebidas hoje, que é um forte fator de estímulo ao consumo irresponsável. Temos que ter medidas educacionais mais sérias. Temos que ter a escola de maneira integrada com a família e nós temos que ter uma abordagem que não é só do governo, precisa da participação da sociedade, das entidades, privadas, organizações não governamentais, pais e famílias, defendeu.

No evento, realizado em Brasília, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, se emocionou ao lembrar a morte do filho em um acidente de trânsito. E defendeu como essencial que medidas conjuntas sejam tomadas. “É um conjunto de medidas. Tem que ter legislação adequada para exigir do motorista uma ação, tem que ter pistas adequadas, ou seja, não esburacadas, bem, sinalizadas, e você tem que ter veículos em condições de trafegar”, afirmou.

A Primeira Semana Mundial das Nações Unidas de Segurança no Trânsito vai até domingo com uma campanha com o desafio de promover a paz no trânsito e lutar pela não banalização de vida. A Organização Mundial de Saúde (OMS), promotora do evento, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), quer chamar atenção para o fato de que a grande maioria dos acidentes de trânsito podem ser evitados.

Para conscientizar motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que as mortes podem ser reduzidas, o Ministério da Saúde vai distribuir em todo o país folhetos com o tema "A vida no trânsito: Sua atitude faz a diferença".

Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os acidentes ainda dão prejuízos aos cofres públicos. Entre os anos de 2001 e 2003, os custos dos acidentes de trânsito por perdas anuais chegaram a R$ 5,3 milhões. Em 2006, os impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito foram estimados em R$ 24,6 bilhões.




 


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