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25 de Abril de 2007 - 19h10 - Última modificação em 25 de Abril de 2007 - 19h10


Polícia Federal ouve suspeitos de vazamento de informações da Operação Têmis

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A Polícia Federal ouviu hoje (25), na sede da superintendência em São Paulo, dois dos três policiais civis acusados de participação no vazamento de informações da Operação Têmis, realizada na semana passada pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de venda de sentenças judiciais para autorizar o funcionamento de bingos. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, os nomes dos policiais e o conteúdo dos depoimentos são mantidos sob sigilo.

A assessoria da PF informou que um empresário investigado por participação na operação também foi ouvido pela corporação na tarde de ontem. O nome do empresário e da empresa e o ramo de atividade não foram divulgados pela Polícia Federal. Um outro suspeito de ter vazado informações sobre a Operação Têmis, um funcionário de uma companhia telefônica, deve ser ouvido amanhã pela Polícia Federal. A informação foi confirmada pela assessoria do órgão, que disse desconhecer o nome do suspeito e o horário do depoimento.

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, disse que o vazamento de informações atrapalhou muito as investigações. Araújo revelou que o vazamento teria ocorrido por meio de um funcionário de uma companhia de telefone, que passou as informações para um policial civil, que teria alertado aos lobistas da organização criminosa que comprava decisões judiciais para manter o funcionamento de bingos em São Paulo.

A assessoria também informou que a Polícia Federal ainda não divulgou um balanço sobre a operação realizada na última sexta-feira, mas afirmou que os materiais apreendidos continuam sendo analisados pela corporação. Na operação, os policiais cumpriram 80 mandados de busca e apreensão contra advogados, juízes, desembargadores federais, contadores, donos de bingo e de empresas importadores de máquinas caça-níqueis, um procurador da Fazenda Nacional, uma servidora da Receita Federal, empresários e lobistas.

A Polícia Federal não confirmou a notícia de que a corporação pretende pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados na operação.


 


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