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José Cruz/ABr
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Brasília - Após encontro no Palácio do Planalto com o presidente em exercício, José Alencar, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anuncia a criação do Instituto Chico Mendes
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Brasília - O serviço público tem
regras”, defendeu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Segundo ela, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, tem “a
obrigação de fazer com que o país tenha energia
para se desenvolver”.
“Mas isso não significa que
ele tenha que fazer isso em prejuízo ao meio ambiente”,
afirmou em entrevista à imprensa, após audiência
pública hoje (26) na Câmara dos Deputados. Segundo ela, ainda que ela seja ministra do Meio Ambiente, não
significa “que não se preocupe com a produção
de energia”. O desafio, segundo ela, é “tentar aproximar o
desenvolvimento e conservação”.
Rondeau,
afirmou à imprensa ontem (25) que “se os impasses sobre as
liberações ambientais não forem resolvidos até
maio, o governo vai buscar outras fontes de energia”. O ministro
não descartou a possibilidade de investimentos na energia
nuclear e térmica.
Marina afirmou que não tem
previsão para saber quando será tomada decisão
sobre o pedido de licença ambiental para a construção
das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no
Rio Madeira, em Rondônia, “O poder público não
facilita nem dificulta nada. E opera com critérios de
impessoalidade, e acima de tudo, responsabilidade com o país”.
No
último dia 23, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determinou a realização
de novo estudo de impacto ambiental (EIA) sobre o projeto de
hidrelétricas do Rio Madeira.
O presidente em
exercício, José Alencar, acredita que não
há divergência no governo entre desenvolvimento
econômico e conservação ambiental. O governo está
“absolutamente consciente”, segundo ele, de que é preciso
priorizar o desenvolvimento, mas sem agressão ao meio
ambiente.
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