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27 de Abril de 2007 - 19h00 -
Última modificação
em 1 de Maio de 2007 - 17h02
Reunião em Quito vai aparar "divergências" sobre Banco do Sul, afirma Lula
Carolina Pimentel
Enviada especial
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Valter Campanato/ABr
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Buenos Aires (Argentina) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, e a esposa, Cristina, na residência oficial de Olivos
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Buenos Aires (Argentina) - Após cinco horas
de reunião com o presidente argentino Néstor Kirchner, Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou que é preciso “resolver
toda e qualquer divergência política que exista" sobre
o Banco do Sul. Lula não detalhou as divergências sobre
a proposta, mas afirmou que no próximo dia 3 de maio, em
Quito, haverá uma reunião de ministros da Fazenda de países sul-americanos para avaliar o formato do banco. “Para que a gente crie um banco, é
preciso que a gente tenha sustentabilidade da idéia”.
“Se
o ministro da Fazenda entender que o banco tem uma finalidade, que
pode ajudar a América do Sul, não tem nenhum problema
participar”, afirmou o presidente da República, no aeroporto
de Buenos Aires, antes de embarcar para Brasília. “Porque o
Brasil já tem o BNDES [Banco de Desenvolvimento Econômico
e Social]. Mas mesmo assim, o país entende que pode contribuir
com outros instrumentos para que a América do
Sul tenha mais possibilidade”.
O acordo que criou o Banco do Sul foi assinado em fevereiro, entre Argentina e Venezuela. O Brasil acompanha as discussões, mas não assinou termo de adesão. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a participação integral do país no Banco do Sul está condicionada à "igualdade de condições na construção do projeto". O economista argentino Aldo Ferrer defende a criação do banco e afirma que ele não se sobreporia ao brasileiro BNDES, que atualmente faz empréstimos para obras em países da América do Sul.
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