|
Brasília - O governo começa a se
organizar para pôr em prática uma política de
apoio ao setor produtivo, com o desenvolvimento científico a
partir da Biotecnologia, uma das prioridades anunciadas no ano
passado dentro da Nova Política Industrial do País.
Na última
semana, realizou-se no Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior a primeira reunião
do Comitê Nacional de Biotecnologia, composto por
representantes de todos os ministérios envolvidos com o setor
produtivo.
O objetivo do comitê
é organizar o apoio governamental, direcionado a todas as
áreas de atividade que podem ser desenvolvidas a partir da
potencialidade do país na biodiversidade da Amazônia, da
Mata Atlântica e das regiões de cerrados.
O secretário
interino de Desenvolvimento da Produção do ministério,
Nilton Sacenco, disse à Radiobrás que a
organização dos programas, projetos e ações,
num comitê governamental, dentro do Ministério do
Desenvolvimento “permitirá a concentração
matricial da política do governo em relação à
biotecnologia".
A idéia,
segundo ele, é não apenas usar recursos dos fundos
setoriais geridos pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia, ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), mas também atrair investimentos privados
nacionais e estrangeiros, para os projetos que poderão ser
desenvolvidos.
O Comitê
Nacional de Biotecnologia deverá estar integrado com o Fórum
Nacional de Biotecnologia, composto por empresários,
academias, universidades e diversos setores da sociedade ligados à
agropecuária, agroindústria e saúde.
Sacenco destacou o
sucesso de iniciativas pioneiras do Brasil com a biodiversidade, como
o Programa do Álcool e do Biodiesel. “A exploração
nesse campo é hoje uma preocupação de todos os
grandes países. O Brasil já saiu na frente de todos,
uma vez que a Região Amazônica, em particular, concentra
o maior potencial do mundo em biodiversidade".
Segundo Sacenco esse
é o motivo de o governo dar importância à fixação
de marco regulatório para a propriedade industrial e
intelectual, “que protege o país contra a exploração
internacional em torno da biodiversidade".
O secretário
lembrou que já existe o Centro de Biotecnologia da Amazônia,
subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, onde está
sendo montada uma estrutura de inteligência e de laboratórios
que será importante para a atração de indústrias
que vão trabalhar com as pesquisas.
Em fevereiro deste
ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto
criando o Programa Nacional de Biotecnologia. O Comitê Nacional
de Biotecnologia, que teve na semana passada sua primeira reunião,
vai exatamente dar operacionalização à
implementação dessa política.
Os trabalhos em torno
dos projetos e ações vão contar com a
participação de técnicos de vários
ministérios, e de órgãos ligados ao governo.
|