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Brasília - O governo federal
gastou mais recursos, em 2006, com publicidade. Segundo balanço
divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da
Presidência da República, foram investidos R$ 1,015
bilhão, um aumento de 5,48% em relação a 2005. O
crescimento foi puxado pela atuação das empresas
estatais, que utilizaram 12% a mais de recursos no setor e são
responsáveis pela maioria (76%) do montante publicitário
do governo.
A administração
federal possui três tipos de publicidade, todas coordenadas
pela Secretaria de Comunicação Social: as
institucionais, que aborda campanhas mobilizadoras e de governo, que
gastou R$ 90,27 milhões; as de utilidade pública, como
a do censo previdenciário ou a de vacinação,
responsáveis por R$ 240,59 milhões; e por último
das estatais, que anunciam com os conceitos de concorrência no
mercado para afirmar suas marcas, como é o caso da Petrobras e
Banco do Brasil – utilizaram R$ 775,17 milhões.
“A política de
Secom é dar total transparência nos gastos do governo na
publicidade, porque não tem nada para esconder. No ano
passado, gastamos R$ 1,015 bilhão em publicidade. Desse total,
76% foram gastos em publicidade de empresas estatais que competem no
mercado. É um valor compatível com que investem os
concorrentes”, explica o sub-chefe executivo da Secretaria de
Comunicação Social, Ottoni Fernandes Jr.
Segundo a secretaria, o
ritmo de crescimento da publicidade das estatais é compatível
com o “comportamento do mercado”, que, segundo dados apurados
pelo Ibope Mídia, teve crescimento de 12,3% em 2006. A
secretaria não divulga os dados específicos de cada
estatal, porque, segundo Fernandes Jr., são informações
“reservadas e estratégicas” para os setores. “O governo
não divulga os números particulares dessas empresa,
porque é uma informação de segredo competitivo.
Mas posso dizer que os gastos do Banco do Brasil e a Caixa Econômica
Federal são absolutamente compatíveis com similares
como Bradesco e Itaú. Na realidade, até um pouco
menos.”
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