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Brasília - A Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República,
que agora também comanda a distribuição da
publicidade do governo federal, anunciou que abrirá um debate
sobre como criar critérios objetivos para atingir veículos
regionais, comunitários e educativos. Atualmente, os índices
de audiência e circulação disponíveis
excluem, por exemplo, emissoras de televisão regionais ou
rádios comunitárias. O objetivo da secretaria é
buscar formas de medir o retorno da publicidade para esse público
como forma de concretizar uma política de democratização
da comunicação.
Atualmente, a
distribuição da publicidade é feita por meios de
índices que medem audiência no rádio, na
televisão e na internet, além da circulação
de exemplares para mídia impressa (jornais e revistas). Em
entrevista à Agência Brasil, o sub-chefe executivo da
secretaria, Ottoni Fernandes Jr., explica que esses indicadores de
alguma maneira excluem veículos menores.
“Um exemplo, se você
usar o Ibope [instituto de pesquisa], você exclui TVs menores regionais, que podem ser
comerciais. E o que Secom está procurando, em conjunto com as
estatais e ministérios, é construir critérios
novos. Como atender as demandas de TVs regionais? Elas têm uma
audiência tão baixa que o Ibope não consegue
captar. É uma coisa que estamos discutindo, mas tem que ser
construído um critério”, diz.
Fernandes Jr. defende
que o critério inclua preceitos básicos como
verificação da audiência, medicação
do retorno da publicidade e respeito à legislação
tributária. “Isso pode estar na discussão da
construção de um critério e passar a incentivar
uma distribuição de uma parcela das verbas para esse
tipo de mídia”, explica. “É uma discussão
que vamos fazer com a sociedade, com as organizações
que representa movimentos regionais, como as TVs comunitárias.”
O sub-chefe executivo
ainda ressaltou que as novas regras precisam dar “segurança”
para os gestores públicos para investir os recursos públicos.
“Segurança de que estamos colocando dinheiro em uma mídia
que tem o alcance desejado e está fortalecendo uma
democratização dos meios de informação,
que também deve ser o objetivo de uma política de
governo. Porque quanto mais você puder ter canais de
veículação, seja por televisão, rádio,
internet, mídia impresa, que expressem a diversidade regional, social e política do Brasil é importante para o
fortalecimento democrático”, diz.
Um balanço
apresentado pela Secretaria de Comunicação Social
mostra que, em 2006, o governo federal gastou R$ 1,015 bilhão em publicidade,
um aumento de 5,48% na comparação com o ano anterior.
Segundo Fernandes Jr., esse aumento se deve ao crescimento dos
investimentos das estatais, que representa 76% do total.
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