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30 de Abril de 2007 - 20h02 - Última modificação em 18 de Junho de 2007 - 19h01


Ministros discutem integração na América do Sul e fontes energéticas

Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Depois de quase duas horas reunido com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, o chanceler correspondente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o encontro “ratifica o avanço nas relações fraternais, francas e produtivas" entre os dois países.

A criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) foi um dos assuntos da reunião. A Unasul substitui a Comunidade Sul-Americana de Nações, criada paralelamente ao Mercosul para promover a integração econômica, comercial e de infra-estrutura entre todos os países da América do Sul.

Os resultados da Cúpula Energética de Isla Margarita, realizada há 15 dias, também fizeram parte do encontro. “A grande fortaleza das nações sul-americanas é sua estabilidade energética e a complementação das distintas fontes de energia”, disse Maduro, em referência ao uso de fontes alternativas de energia, como o biocombustível. Ele ressaltou a importância da criação do Conselho Energético da América do Sul, que deve formular um tratado energético para o continente.

Sobre a compra de etanol brasileiro pela Venezuela, o chanceler informou que o seu país está produzindo gasolina sem chumbo. "Então, é um mercado natural para o etanol brasileiro”. Nesse caso, o etanol substitui o chumbo na mistura com a gasolina.

Em relação ao Banco do Sul, Maduro avaliou que essa é uma iniciativa a ser debatida pelos países sul-americanos, incluindo o Brasil, que ainda está como observador nesse processo.

“Essa é uma necessidade histórica do continente: ter um instrumento financeiro próprio, que rompa com os esquemas de saque financeiro e de usura que utilizam o FMI [Fundo Monetário Internacional] e o Banco Mundial”.

Maduro também informou que deve ser estudada a reativação da Comissão Binacional entre Brasil e Venezuela. Uma nova reunião deve ser feita nos dias 21 e 22 de junho, quando o ministro Celso Amorim vai a Caracas, capital da Venezuela.



 


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