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2 de Maio de 2007 - 18h30 - Última modificação em 2 de Maio de 2007 - 18h30


Em dez anos, Petrobras investiu cerca de US$ 1 bilhão na Bolívia

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Desde 1996, quando a Petrobras entrou em atividade na Bolívia, a estatal brasileira investiu no país US$ 1 bilhão de um total de US$ 1,5 bilhão investido por todas as empresas petrolíferas que lá atuam.

Antes da assinatura do decreto do presidente boliviano Evo Morales, que em 1º de maio do ano passado nacionalizou as reservas de petróleo e gás, a Petrobras Bolívia respondia por 24% da arrecadação de impostos, 18% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas de um país) e 20% dos investimentos diretos na Bolívia.

Anteriormente ao decreto, a estatal brasileira operacionalizava na Bolívia 75% das exportações de gás para o Brasil, 46% das reservas de gás natural, 95% da capacidade de refino e 23% da distribuição de derivados. Também produzia toda a gasolina e 60% do óleo diesel consumidos pelos bolivianos.

Entre 1994 e 2005, a Petrobras foi responsável por cerca de 20% dos investimentos diretos na Bolívia. Com a construção, entre 1997 e 2000, do gasoduto Bolívia-Brasil, estabeleceu-se um fluxo de integração da produção boliviana de gás natural, operada pela Petrobras em território boliviano, com a disponibilidade do produto para o mercado consumidor do Brasil.

Ao mesmo tempo, a Petrobras iniciava as ações de exploração e produção nas montanhas bolivianas. A partir dessas iniciativas, a companhia passou a operar em toda a cadeia produtiva e comercial do gás: produção, compra e venda.

As negociações mantidas com a estatal boliviana YPFB desde a decisão de Morales envolveram (e ainda envolvem, no caso das refinarias)  interesses que englobavam desde atividades de exploração, produção e comercialização de gás natural até o setor de distribuição de derivados.



 


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