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3 de Maio de 2007 - 20h25 - Última modificação em 3 de Maio de 2007 - 20h25


Lula diz que se obstáculos para construir hidrelétricas não forem vencidos país terá que fazer usina nuclear

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Ao participar hoje (3) em Uberlândia (MG) da inauguração da segunda usina hidrelétrica do Complexo Energético Amador Aguiar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que se os obstáculos para a construção de novas hidrelétricas no país não forem vencidos o Brasil terá de pensar em outras formas para gerar energia.

"Nós temos duas alternativas: ou nós fazemos as hidrelétricas que temos que fazer, vencendo todos os obstáculos, ou vamos entrar na era da energia nuclear. E quero dizer que eu não tenho nenhuma dúvida de fazer os debates que tiverem de ser feitos, os enfrentamentos que tiverem de se fazer, e, se for necessário, vamos fazer usina nuclear, porque esse país
não pode ficar sem energia para oferecer à nação brasileira", disse Lula.

O presidente reiterou o interesse de seu governo em vencer os obstáculos e construir, entre outras, as usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. O Ibama recomendou, recentemente, que não fosse emitida licença prévia para a instalação dessas hidrelétricas porque, entre outras questões, o estudo sobre os impactos ambientais na região não identificou todas as áreas que serão afetadas pelas obras.

Lula alertou que sem energia elétrica o Brasil não irá se desenvolver, "pois nenhum empresário investirá no país". E sugeriu aos países da América do Sul que construam linhas de transmissão para transportarem energia de uma nação para a outra.

"Com o potencial hídrico da América do Sul, precisamos estabelecer como política convergente no continente a construção de todas as hidrelétricas que precisamos construir e fazer linhas de transmissão para que possamos, de acordo com as reservas de água, transportar energia de uma região para outra, como estamos fazendo agora no Brasil", defendeu.

O Complexo Energético Amador Aguiar terá agora capacidade de gerar 450 MW de energia - o suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 1,5 milhão de habitantes. A usina, até então intitulado Capim Branco, está sendo rebatizado em homenagem ao fundador do Bradesco, Amador Aguiar. A previsão é que a terceira unidade comece a operar em junho próximo, com capacidade de geração de 70 MW.



 


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