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São Paulo - A criação do Banco do Sul deve ser
positiva para os países envolvidos, desde que não seja
usada politicamente por ninguém, defendeu o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, após reunião com empresários,
hoje (4), na capital. Mantega defendeu que o Banco do Sul poderia ter
as mesmas regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES), direcionado para fortalecer a infra-estrutura e a
integração dos países da América do
Sul.
Segundo ele, todos os países interessados na
formação do banco estão “com o pé no
chão” e querem criar uma instituição com
princípios e regras. “Queremos uma instituição
séria, um banco que seja auto-suficiente, que conte só
com seus recursos e não seja tocado a base de subsídios”.
Ele disse ainda que a idéia é a de que essa instituição
seja mais um passo na integração dos países da
América do Sul.
Mantega salientou que o Brasil é
o país que necessita menos de financiamento entre os
envolvidos, mas com sua participação fomentará
projetos de investimentos em outros países que são
mercados consumidores de produtos brasileiros. “Vamos fomentar
obras e serviços em outros países que muitas vezes são
feitos por empreiteiras brasileiras. Então nós temos
todo interesse econômico, social e político em mantermos
uma aproximação maior entre os países”.
O
ministro afirmou que as instituições existentes não
estão atendendo as necessidades dos países da América
do Sul. “Por exemplo, nós temos o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID), que não é um banco da América
do Sul, que possui europeus, que é controlado pelos EUA então
demora muito para aprovar um projeto”. Com a formação
do Banco do Sul, o objetivo é dar agilidade para a aprovação
dos projetos.
Ele garantiu que todos os países da
América do Sul serão chamados para compor o Banco do
Sul e todos que desejarem terão assento no conselho diretor.
“Será um banco totalmente seguro, trabalhará dentro
dos padrões de qualquer banco. Não tem nenhuma
aventura”. O patamar financeiro para a participação
dos países ainda não foi estabelecido, mas, segundo
Mantega, há possibilidades de cada país começar
com um valor em torno de US$ 300 a US$ 500 milhões. “O
importante é que não haja diferença entre os
países. Não se pode ter um país quem mande no
banco”.
Mantega participou de uma reunião, esta semana, com outros ministros da área econômica da América do Sul. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serviria para "resolver
toda e qualquer divergência política que exista" sobre
o Banco do Sul. Na opinião do economista argentino Aldo Ferrer, o BNDES e o Banco do Sul não teriam atividades sobrepostas.
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