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4 de Maio de 2007 - 18h12 - Última modificação em 4 de Maio de 2007 - 18h12


Energia nuclear é mais barata do que se imagina, diz professor

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A energia nuclear é mais barata do que se costuma imaginar, prova disso é o leilão de energia nova realizado em 2005 no Brasil. A afirmação é do professor do Programa de Engenharia Nuclear da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Aquilino Senra.

“Isso não é uma tese, é um caso real. Nesse leilão, houve venda de energia gerada por usinas térmicas a R$ 140 o megawatt. Só para se ter uma idéia, isso é ordem de grandeza do custo previsto por megawatt de Angra 3. Então, não há obstáculos à construção desta usina nuclear no país”.

Segundo ele, a retomada do projeto de Angra 3 está vinculada à própria energia nuclear, à opinião pública e aos movimentos da sociedade civil em prol do meio ambiente. As razões que poderiam inviabilizar o projeto, como custo, capacidade e desenvolvimento nacional, foram desaparecendo ao longo do tempo.

Além disso, acrescenta o pesquisador, o Brasil tem competência no setor. “A maior demonstração da competência nacional no desenvolvimento da tecnologia nuclear foi dada no domínio da tecnologia do enriquecimento do urânio [combustível usado nas usinas nucleares], que é algo disputado por vários países, embora poucos detenham essa tecnologia”, disse Senra.

Em termos comerciais, somente nove países têm essa tecnologia, dentre os quais, o Brasil. “Isso foi fruto de um desenvolvimento autônomo, inteiramente feito no país. Então, há competência dentro do setor  nuclear”.

Na avaliação dele, esse saber será colocado em risco se Angra 3 não for construpida. "E se mais à frente houver necessidade de recuperar esse patrimônio técnico do país, o custo será altíssimo”, ponderou.

Portanto, diz Senra, a retomada do projeto se justifica até por essa razão, na medida em que a usina é uma maneira de preservar as equipes técnicas que desenvolveram a tecnologia nuclear no Brasil.



 


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