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7 de Maio de 2007 - 21h58 - Última modificação em 7 de Maio de 2007 - 22h07


Rondeau faz balanço positivo do PAC e diz que país tem energia garantida até 2011

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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José Cruz/ABr
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, apresenta o balanço dos primeiros meses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, apresenta o balanço dos primeiros meses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
Brasília - Ao apresentar um balanço das realizações no setor energético desde o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo governo, em janeiro último, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou que já há resultados que demonstram a viabilidade do programa e que o país tem energia garantida até 2011.

“Principalmente no que diz respeito à infra-estrutura, o andamento está muito bom”, avaliou. “A maioria dos 459 empreendimentos previstos é satisfatória e está dentro do cronograma. A realização em termos de recursos também está surpreendentemente boa.”

Rondeau reafirmou que os impasses na concessão da licença ambiental para as usinas do Rio Madeira podem obrigar o governo a buscar alternativas mais caras que a produção hidrelétrica, como a termelétrica. Ele disse esperar que o documento seja concedido até o final deste mês, prazo limite para que as obras comecem conforme o cronograma inicial.

“Nossa expectativa sempre foi que o Madeira constasse da oferta de energia a partir de 2012, com algo em torno de 600 megawatts, o que corresponde a nove turbinas funcionando. Se até o fim de maio nós não conseguirmos obter a licença prévia, não teremos condições de motorizar nenhuma turbina dentro do prazo previsto”, disse o ministro.

Ainda que a economia brasileira cresça conforme prevê o governo, Silas Rondeau afastou a hipótese de que falte energia no país. “Até 2011, temos toda a energia necessária contratada, mas temos de dar conta da demanda a partir de 2012. As hidrelétricas do Madeira são para 2012”.

Segundo o ministro, se as duas usinas projetadas para Rondônia (Jirau e Santo Antônio) demorarem a entrar em operação, ou os problemas ambientais não forem contornados, a produção necessária para atender essa demanda terá de ser suprida por outras fontes: “A partir daí, teremos de encontrar opções para complementarmos com uma fonte térmica a quantidade de energia de que iríamos dispor. A questão é saber que térmica iria entrar. Poderia ser diesel, biomassa, carvão mineral, nuclear, óleo combustível ou gás”.

Ele não descartou a utilização da energia nuclear, mas disse que essa decisão não depende apenas do futuro das obras do Rio Madeira. “A construção de Angra 3 significa, para o Brasil, a retomada do programa nuclear. Essa decisão não pode ser tomada em cima [da necessidade] de uma geração [de energia] para 2013. É algo de caráter mais estratégico do que meramente chegar e colocar uma usina nuclear para funcionar”, comentou o ministro. “Eu diria seguramente que o substituto às hidrelétricas do Madeira não será Angra 3. A menos que essas hidrelétricas não saiam de jeito nenhum.”

O ministro também declarou que o governo já discute o emprego de energia nuclear: “A utilização vai ser decidida a partir do Plano Nacional de Energia, cujo planejamento já vislumbra a entrada de fontes nucleares. E não é só uma, são tantas quantas forem necessárias, de acordo com o que conseguirmos colocar ou não de hidrelétricas na oferta”.


 

 

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