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José Cruz/ABr
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Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, apresenta o balanço dos primeiros meses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
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Brasília - Ao apresentar um
balanço das realizações no setor energético desde o
lançamento do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) pelo governo, em janeiro último, o ministro
de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou que já há
resultados que demonstram a viabilidade do programa e que o país
tem energia garantida até 2011.
“Principalmente no
que diz respeito à infra-estrutura, o andamento está
muito bom”, avaliou. “A maioria dos 459 empreendimentos previstos
é satisfatória e está dentro do cronograma. A
realização em termos de recursos também está
surpreendentemente boa.”
Rondeau reafirmou que os impasses na
concessão da licença ambiental para as usinas do Rio
Madeira podem obrigar o governo a buscar alternativas mais caras que
a produção hidrelétrica, como a termelétrica.
Ele disse esperar que o documento seja concedido até o final
deste mês, prazo limite para que as obras comecem conforme o
cronograma inicial.
“Nossa expectativa sempre foi que
o Madeira constasse da oferta de energia a partir de 2012, com algo
em torno de 600 megawatts, o que corresponde a nove turbinas
funcionando. Se até o fim de maio nós não
conseguirmos obter a licença prévia, não teremos
condições de motorizar nenhuma turbina dentro do prazo
previsto”, disse o ministro.
Ainda que a economia brasileira
cresça conforme prevê o governo, Silas Rondeau afastou a
hipótese de que falte energia no país. “Até
2011, temos toda a energia necessária contratada, mas temos de
dar conta da demanda a partir de 2012. As hidrelétricas do
Madeira são para 2012”.
Segundo o ministro, se as duas
usinas projetadas para Rondônia (Jirau e Santo Antônio)
demorarem a entrar em operação, ou os problemas
ambientais não forem contornados, a produção
necessária para atender essa demanda terá de ser
suprida por outras fontes: “A partir daí, teremos de
encontrar opções para complementarmos com uma fonte
térmica a quantidade de energia de que iríamos dispor.
A questão é saber que térmica iria entrar.
Poderia ser diesel, biomassa, carvão mineral, nuclear, óleo
combustível ou gás”.
Ele não descartou a
utilização da energia nuclear, mas disse que essa
decisão não depende apenas do futuro das obras do Rio
Madeira. “A construção de Angra 3 significa, para o
Brasil, a retomada do programa nuclear. Essa decisão não
pode ser tomada em cima [da necessidade] de uma geração
[de energia] para 2013. É algo de caráter mais
estratégico do que meramente chegar e colocar uma usina
nuclear para funcionar”, comentou o ministro. “Eu diria
seguramente que o substituto às hidrelétricas do
Madeira não será Angra 3. A menos que essas
hidrelétricas não saiam de jeito nenhum.”
O ministro também declarou
que o governo já discute o emprego de energia nuclear: “A
utilização vai ser decidida a partir do Plano Nacional
de Energia, cujo planejamento já vislumbra a entrada de fontes
nucleares. E não é só uma, são tantas
quantas forem necessárias, de acordo com o que conseguirmos
colocar ou não de hidrelétricas na oferta”.
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