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Brasília - Doze famílias de
desaparecidos políticos doaram amostras de sangue hoje (7)
para exame comparativo de DNA com oito ossadas
encontradas na região do Araguaia, onde grupos contrários ao regime militar promoviam operações de resistência nos anos 60 e 70. A coleta foi feita
em Belo Horizonte, segundo informações
da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH).
As ossadas estão
sob guarda da secretaria e da Comissão de Direitos Humanos e
Minorias da Câmara dos Deputados, esperando identificação.
Caso sejam identificadas, serão entregues para a família.
Todas as amostras de
sangue coletadas farão parte de um banco de DNA de mortos e
desaparecidos políticos, que está sendo
elaborado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos da SEDH e será usado para identificar
ossadas.
Mais de 200 amostras já foram colhidas, de familiares das cidades de
São Paulo, Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Parentes que quiserem fazer o mesmo devem procurar o laboratório Genomic Engenharia Molecular ou seus parceiros.
As operações dos guerrilheiros ocorreram às margens do rio Araguaia, onde os estados de Goiás, Pará e Maranhão faziam fronteira na época - hoje, a região norte de Goiás corresponde ao Tocantins. Saiba mais.
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