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Brasília - A organização
não-governamental Greenpeace voltou a cobrar hoje (7) medidas
dos governos federal e estadual para conter a retirada ilegal de
madeira no Pará. De acordo com a entidade, a Estrada do Iriri,
mais conhecida como Transiriri, está sendo intensamente usada
para o transporte criminoso de mogno.
Com cerca de 200 km,
a Transiriri começou a ser construída na década de
60 para apoiar a atividade de
mineração no estado. “Saia no município de São
Félix e atravessava o Rio Xingu indo em direção
à Terra do Meio. Foi expandida principalmente pela indústria
ilegal de mogno, na década de 80”, explica o engenheiro
florestal do Greenpeace, Marcelo Marquezini, em entrevista à
Rádio Nacional da Amazônia.
Segundo ele, em 2002,
o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon)
mapeou 20 mil quilômetros de estradas ilegais na Terra do Meio.
A Transiriri já era apontada como um dos principais pontos de
entrada para estradas ilegais. “Atrás dos
madeireiros vieram então os grileiros, se apossando de terras.
Transformaram em fazendas e passaram a comercializar. Também
pequenos agricultores aproveitaram a estrada para conseguir o seu
pedacinho de terra.”
O engenheiro florestal do Greenpeace
reivindica ainda a reabertura da base operativa do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) na
região do Xingu. “É interessante que no no Plano
Nacional de Combate ao Desmatamento, o governo colocou no Xingu uma
base operativa do Ibama. Ela funcionava esporadicamente e hoje está
fechada.”
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