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9 de Maio de 2007 - 09h45 - Última modificação em 9 de Maio de 2007 - 10h49


Rede pública de TV pode ser espaço democrático para produção audiovisual, diz documentarista

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A rede pública de televisão poderá ser um espaço democrático para exibição de conteúdo audiovisual como filmes de ficção, documentários, desenho animado e seriados feitos por produtores independentes. A avaliação é do representante da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD),  Mauro D'Addio, que participou do primeiro dia de discussões do  Fórum Nacional de TVs Públicas.

Segundo D'Addio, apresentar conteúdo audiovisual, feito por produtoras que não estejam ligadas a empresas, grupos políticos e até mesmo à emissora de televisão que exibirá o produto, é uma forma de incentivar a representação da diversidade cultural brasileira e estimular a produção regional. 

“Só exibindo produções que representem toda a pluralidade da cultural brasileira, feitas nas diversas comunidades por vários atores, a população poderá ser verdadeiramente representada nas telas da televisão”, afirmou D'Addio acrescentando que isso não acontece  hoje em dia.

O Brasil tem uma grande capacidade criativa para produzir conteúdo audiovisual, o que falta ao país é financiamento, argumenta D'Addio. Na opinião dele, o dinheiro para essas iniciativas pode vir da rede de televisões públicas. Em um dos painéis do Fórum Nacional de TVs Públicas, o  presidente da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Culturais e Educativas (Abepec), Jorge da Cunha Lima, propôs que 50% dos recursos das rede sejam destinados à produção de conteúdos audiovisuais.

“Essa seria uma maneira de  instrumentalizar as produtoras para que, de maneira independente, possam realizar programas próprios ”, afirmou  D'Addio. Ele ponderou, no entanto, que ainda é muito cedo para se ter uma noção da quantia a ser destinada à produção audiovisual e que o valor pode ser insuficiente.

D'Addio sugeriu que o fundo de financiamento da rede seja composto por recursos de diversas fontes “desde que a produção não fique dependente da produção comercial”. Ele propôs que a rede não impeça a colaboração da iniciativa privada, principalmente, por meio de mecanismos disponíveis, como e Lei Rouanet, que abate impostos de empresas que patrocinam eventos culturais.



 


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