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São Paulo - ''Tragédia em maio: um ano depois''. Com
esse título, entidades de defesa dos direitos humanos
realizaram hoje (10) um ato para pedir aprofundamento das
investigações das 493 mortes ocorridas em ações
da polícia. Em maio de 2006, o assassinato de 34 policiais foi
reivindicado pela organização criminosa Primeiro
Comando da Capital (PCC). Durante as ações de repressão
da polícia, foram mortas 459 pessoas morreram.
Dessas
mortes, 144 casos ainda estão sem análise por falta de
provas, segundo o promotor de justiça, Eronides Santos. “A
ausência de provas significa a ausência de qualquer
indício que possibilite a polícia a procurar o autor
desses crimes”, disse. Ele explicou ainda que há o risco de
arquivamento dos casos se nenhuma pista for encontrada. “O que não
significa enterrados, esquecidos. A qualquer momento surgindo uma
prova nova esses casos podem ser desarquivados e apurada a autoria e
processado o autor do crime”.
Segundo Santos, o Ministério
Público acompanha 243 casos e desses apenas sete foram
esclarecidos, apesar disso ele explicou que 58 processos estão
em andamento, o que teoricamente significa que esses casos já
tem autoria apurada. “O que nos temos é um número de
condenações. Envolvidos especificamente com os ataques
são oito condenações”. Ele disse ainda que até
agora 231 acusados estão respondendo processo, 17 já
foram condenados e três absolvidos.
De acordo com o
dirigente da Assessoria de Defesa da Cidadania, da secretaria
estadual da Justiça e da Cidadania, Marco Aurélio
Chagas Martoreli, o governo estadual está empenhado em
elucidar todos os casos, apesar deles terem ocorrido em outra gestão.
“O que posso dizer é que o governador José Serra tem
absoluta indignação por esses casos ainda não
terem sido resolvidos”.
Martoreli enfatizou que a sociedade
precisa confiar nos instrumentos de acesso à justiça
para que as informações necessárias para o
andamento das investigações chegue até a
polícia. “Existem instrumentos de proteção à
testemunha que queiram colaborar com qualquer solução
de crime. Todos eles são aptos a encaminhar com segurança
as pessoas para que colaborem para a solução desses
crimes”.
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