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10 de Maio de 2007 - 18h58 - Última modificação em 10 de Maio de 2007 - 18h58


Um ano depois, organizações de diretos humanos querem apurar repressão em São Paulo

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - ''Tragédia em maio: um ano depois''. Com esse título, entidades de defesa dos direitos humanos realizaram hoje (10) um ato para pedir aprofundamento das investigações das 493 mortes ocorridas em ações da polícia. Em maio de 2006, o assassinato de 34 policiais foi reivindicado pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante as ações de repressão da polícia, foram mortas 459 pessoas morreram.

Dessas mortes, 144 casos ainda estão sem análise por falta de provas, segundo o promotor de justiça, Eronides Santos. “A ausência de provas significa a ausência de qualquer indício que possibilite a polícia a procurar o autor desses crimes”, disse. Ele explicou ainda que há o risco de arquivamento dos casos se nenhuma pista for encontrada. “O que não significa enterrados, esquecidos. A qualquer momento surgindo uma prova nova esses casos podem ser desarquivados e apurada a autoria e processado o autor do crime”.

Segundo Santos, o Ministério Público acompanha 243 casos e desses apenas sete foram esclarecidos, apesar disso ele explicou que 58 processos estão em andamento, o que teoricamente significa que esses casos já tem autoria apurada. “O que nos temos é um número de condenações. Envolvidos especificamente com os ataques são oito condenações”. Ele disse ainda que até agora 231 acusados estão respondendo processo, 17 já foram condenados e três absolvidos.

De acordo com o dirigente da Assessoria de Defesa da Cidadania, da secretaria estadual da Justiça e da Cidadania, Marco Aurélio Chagas Martoreli, o governo estadual está empenhado em elucidar todos os casos, apesar deles terem ocorrido em outra gestão. “O que posso dizer é que o governador José Serra tem absoluta indignação por esses casos ainda não terem sido resolvidos”.

Martoreli enfatizou que a sociedade precisa confiar nos instrumentos de acesso à justiça para que as informações necessárias para o andamento das investigações chegue até a polícia. “Existem instrumentos de proteção à testemunha que queiram colaborar com qualquer solução de crime. Todos eles são aptos a encaminhar com segurança as pessoas para que colaborem para a solução desses crimes”.

 


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