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Brasília - O
Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) enviou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedido de veto à emenda aprovada no Congresso Nacional que permite a retirada, das embalagens de leite e de bebidas lácteas, do texto de advertência do Ministério da Saúde.
Para o presidente do Consea, Chico Menezes, a frase “O Ministério da Saúde adverte”
ajuda a conscientizar as mães da importância do aleitamento: “Hoje
é sabido por meio de uma série de pesquisas, e
ninguém mais questiona o fato, que o aleitamento materno tem
um papel importante ao evitar infecções e alergias na
criança, além de fortalecer o sistema imunológico”.
Meneses
disse estar confiante no veto presidencial e lembrou: “Aproveitando-se
de uma Medida Provisória que não tinha qualquer relação
com alimentação, alguns deputados inseriram na MP 350,
que trata do financiamento habitacional, uma emenda que substitui a frase antiga por 'Aviso Importante'".
E acrescentou: "Estamos certos de que o presidente da República não
deixará passar essa aberração”.
Em
março deste ano, quando a MP 350 foi aprovada na Câmara,
o deputado Dagoberto (PDT-MS), que foi o relator, disse que a bancada ruralista havia reivindicado a retirada da
advertência. Ele informou ter consultado representantes do Ministério
da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) sobre o motivo para a obrigatoriedade da informação nas embalagens de leite, quando não existem advertências sobre o consumo
excessivo de álcool nos rótulos de bebidas. "Vamos
corrigir essa injustiça feita no passado com os produtores de
leite", afirmou.
A
advertência se tornou obrigatória no ano passado.
Existem dois modelos que variam de acordo com o produto: "O
Ministério da Saúde adverte: O aleitamento materno
evita infecções e alergias e é recomendado até
os 2 (dois) anos de idade ou mais" e "O Ministério
da Saúde adverte: Após os 6 (seis) meses de idade
continue amamentando seu filho e ofereça novos alimentos".
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