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12 de Maio de 2007 - 20h08 - Última modificação em 15 de Maio de 2007 - 15h33


Ambiente individualista domina lan houses brasilienses

Ana Luiza Zenker
Da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr/ABr
Itapoã (DF) - Usuários de telecentro recebem treinamento de informática em cidade-satélite de Brasília. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mais de 50% da população nunca usou um computador, apenas 3,9% usam em telecentros ou bibliotecas e 25% usam em lan houses ou cyber cafés
Itapoã (DF) - Usuários de telecentro recebem treinamento de informática em cidade-satélite de Brasília. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mais de 50% da população nunca usou um computador, apenas 3,9% usam em telecentros ou bibliotecas e 25% usam em lan houses ou cyber cafés
Brasília - Ar condicionado, uma sala com cerca de dez computadores. Jovens sentados em frente às máquinas, totalmente envolvidos no que fazem, quase não há conversa. Assim é o ambiente da lan house Game Over, no Guará II, bairro de Brasília, já fora do Plano Piloto, a região central. A cena que se repete durante os dias é praticamente a mesma: alguém chega, pede um computador, que é liberado pelo único atendente, senta e parece esquecer o mundo em redor. Depois de algumas horas, levanta-se, paga  ao atendente e vai embora.

A mesma cena se repete em outra lan house em Ceilândia (DF), cidade-satélite de Brasília. A proprietária da Nitro.com, Mirtes Bernardes, diz que é muito difícil que os freqüentadores conversem entre si. “Mas ninguém sai sem ligar o Messenger (programa de conversa on line)”, afirma. Mirtes diz que a maioria já sabe navegar, já teve contato com computador antes. O máximo que pode acontecer quando alguém tem alguma dúvida, diz ela, é que o atendente da lan house dê uma explicação básica.

O ambiente dos projetos de inclusão digital do programa Casa Brasil, do governo federal, é bem diferente. Nem um pouco silencioso, muitos usuários conversam entre si e dão ajuda mútua. A maioria, que não tem familiaridade com computadores, não sabe como navegar na Internet. “O nosso objetivo é fazer com que a Casa brasil seja uma extensão da casa dos moradores do Itapoã e da vizinhança, fazer com que eles se sintam bem”, conta Glória Hosana de Oliveira, coordenadora da Casa.

A casa de fachada amarela na rua sem asfalto é um centro onde crianças, jovens e adultos da comunidade participam de cursos e oficinas. A integração é tão grande que a equipe da Casa Brasil de Itapoã conta que os usuários até voltam depois  para ajudar na limpeza.

Carlos Henrique, um dos monitores, mostra que não é só a socialização que é diferente em relação a uma lan house padrão. “No telecentro eu pude crescer mais ainda, porque, além dos conhecimentos que eu tinha, eu tive que me aprimorar para passar para outras pessoas”, diz. Depois de aprender como usar um computador, ele acabou se tornando monitor, a fim de compartilhar com outras pessoas o conhecimento que adquiriu.


 


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