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12 de Maio de 2007 - 18h40 -
Última modificação
em 13 de Maio de 2007 - 13h29
Lan house é aliada dos telecentros na inclusão digital, diz professor da FGV
Aécio Amado e André Deak
Repórteres da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Itapoã (DF) - Usuários de telecentro recebem treinamento de informática em cidade-satélite de Brasília. Segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mais de 50% da população nunca usou um computador, apenas 3,9% usam em telecentros ou bibliotecas e 25% usam em lan houses ou cyber cafés
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Brasília - Estabelecimentos comerciais que vendem acesso à internet, conhecidos como lan houses ou cyber cafés, são aliados da inclusão digital, avalia o professor da Fundação Getúlio Vargas, Ronaldo Lemos. Para ele, a lan house é um fenômeno de empreendedorismo que ajuda o projeto do governo de habilitar o cidadão a utilizar um computador e a internet.
"Gente no Brasil inteiro, inclusive em regiões pobres, monta esse negócio. As pessoas pagam uma taxa por hora, às vezes pequena, como R$ 0,50 por hora, e isso é importante para comunidades pobres que não tem computadores. Esses centros levam acesso a computador para eles."
As políticas federais de inclusão digital tentam capacitar as pessoas através de espaços de acesso à rede gratuitos e comunitários, como os telecentros. Lemos considera essas políticas "fundamentais", mas que, por enquanto, não são capazes de chegar a todos os lugares. "A lan house tende a ajudar, não compete com essas políticas. É um fenômeno da iniciativa privada e remedia a situação da exclusão digital enquanto outras políticas não chegam. Uma coisa não compete com a outra, são aliados", diz.
De acordo com uma pesquisa recentemente divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, apenas 3,9% das pessoas acessa a internet em centro comunitários. Já as lan houses são responsáveis por 25% do acesso individual à rede. Mais de 50% dos brasileiros, entretanto, nunca teve contato com um computador. "Outras políticas públicas podem levar o computador até as pessoas. Mas
enquanto isso não acontece, é a lan house que pode suprir essa
demanda", acredita Ronaldo Lemos.
"Existem então lugares pobres onde o único acesso é pela lan house. Em muitos deles, a lan house é um barraco com alguns computadores", diz Lemos. O professor afirma, entretanto, que a informalidade é um problema. "Mas o problema da informalidade está não só lan house, mas qualquer
outro empreendimento. Esse problema transcende as lan houses. É um
problema que deve ser atacado no todo."
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