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15 de Maio de 2007 - 19h28 - Última modificação em 15 de Maio de 2007 - 19h28


Comércio registra melhor primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2001

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - As condições macroeconômicas favoráveis – com juros e inflação em queda e o dólar estável – levaram as vendas do comércio varejista a fechar o período de janeiro a março deste ano com expansão de 9,7% nas vendas.

Segundo o economista Reinaldo Pereira, responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o melhor primeiro trimestre desde o início da série histórica da pesquisa, em 2001. O resultado supera, inclusive, os 7,4% relativos à expansão das vendas no primeiro trimestre de 2004.

Mesmo ressaltando o fato de o IBGE evitar fazer previsões, o economista admitiu que, mantida a atual conjuntura favorável da economia, as vendas do comércio varejista deverão superar o crescimento acumulado de 6,2% verificado em 2006, na série sem ajuste sazonal.

"Na verdade o IBGE está preocupado em produzir números. Mas os números da Pesquisa Mensal do Comércio apontam essa possibilidade. Então, se nada mudar, este ano poderá ser melhor que o anterior", disse Pereira.

O comportamento do comércio, acrescentou, vem refletindo uma combinação favorável ao consumo das famílias: queda da inflação e, conseqüentemente, o crescimento do salário real, aliados a uma maior estabilidade no emprego.

“O resultado de março, com crescimento de 11,5% nas vendas em relação a março do ano passado e de 9,7% no acumulado do 1o trimestre, foi influenciado pelas condições favoráveis da economia – juros em queda, inflação convergindo para a meta fixada pelo governo e câmbio e emprego estabilizados”, afirmou.

Na avaliação do economista, inflação em queda significa ganho real e aumento do rendimento médio do trabalhador e os juros em queda propiciam uma oferta de crédito a taxas melhores para o consumidor. Ele destacou, além a influência exercida pelo segmento de hipermercados (crescimento de 9,3% em março), o comportamento de setores como móveis e eletrodomésticos: "Isso indica que, além de garantir a alimentação, as famílias estão direcionando gastos para produtos que não são de primeira necessidade", analisou.

 


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