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15 de Maio de 2007 - 12h19 - Última modificação em 15 de Maio de 2007 - 12h37


Governo quer "responsabilizar" o direito de greve no Brasil, afirma Lula

Juliana Cézar Nunes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em entrevista coletiva concedida hoje (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a intenção do governo ao propor a regulamentação do direito a greve dos funcionários públicos é "responsabilizar" o direito de greve no Brasil e, ao mesmo tempo, "garantir o direito do contrato coletivo de trabalho para o servidor público brasileiro".

"O que não é possível, e nenhum brasileiro pode aceitar, é alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque, aí, deixa de ser greve e passa a ser férias", disse Lula.

"Então, o que eu quero é apenas responsabilizar o direito de greve. Todos nós temos direito de fazer greve, mas todos nós sabemos que a gente pode ganhar ou pode perder. Um jeito de você decidir fazer greve com mais seriedade é você saber que não são férias, que você vai perder os dias em que você não trabalhou."

Na avaliação do presidente, a greve no setor público não pode ser feita como se faz a greve numa fábrica. No setor privado, o prejuízo econômico seria do patrão. Já no setor público, os prejudicados seriam os brasileiros, que deixam de ter acesso a assistência médica, transporte coletivo e educação.

"Quando a área da saúde entra em greve, sobretudo na área de pronto-socorro, quem paga, as vítimas são os pobres, porque os ricos não vão em pronto-socorro e não vão a hospitais púbicos. Quando nós fazemos uma greve no ensino fundamental, não tem filho de rico no ensino fundamental público, só filhos dos pobres."

De acordo com Lula, o governo não irá proibir o direito de greve dos funcionários públicos, mas quer discutir o assunto com as centrais sindicais e enviar um projeto de regulamentação para o Congresso Nacional.

"Na verdade, é uma decisão a ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal, que ainda não tomou porque um dos ministros pediu vistas do processo. E nós estamos pensando em mandar um projeto para o Congresso Nacional depois de discutirmos com as centrais sindicais, com os sindicatos de servidores públicos, apenas para estabelecer responsabilidades."





 


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