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15 de Maio de 2007 - 11h19 - Última modificação em 15 de Maio de 2007 - 13h43


Lula reafirma posição contra reeleição e brinca sobre possibilidade de fazer sucessor

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede, no Palácio do Planalto, a primeira entrevista coletiva em seu segundo mandato Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede, no Palácio do Planalto, a primeira entrevista coletiva em seu segundo mandato
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva  foi veemente ao afirmar que é contra um terceiro mandato e não será candidato em 2010.

"Não é por nada não, é porque a Constituição não permite. A lei não permite e eu acho imprudente alguém tentar apresentar qualquer mudança permitindo um terceiro mandato".

Questionado sobre a possibilidade de fazer um sucessor, Lula respondeu: "Meu Deus, eu esqueci de perguntar para o papa. Mas eu posso dizer para vocês que eu quero fazer o sucessor e por uma razão muito simples: porque eu quero que tenha continuidade o que nós estamos fazendo no país".

Em entrevista coletiva, Lula voltou a afirmar que não se brinca com a democracia. "Tenho dito que não brinco com democracia e aqui no Brasil todos nós aprendemos que não se pode brincar com a democracia".

Lula lembrou que foi contra a reeleição, mas acabou "obrigado" a se candidatar a um novo mandato. "Fui contra a reeleição até o momento em que a lei perdurou e que fui obrigado a ser candidato à reeleição, porque a situação política exigia".

Depois de lembrar que tem dito aos partidos políticos que não pode falar mais que isso [reeleição] nesse ano, Lula disse que se houver prudência dos partidos políticos, se acabaria com a reeleição. "A melhor reforma política que poderia acontecer era acabar com a reeleição, aprovar um mandato de cinco anos e, se a pessoa fez um bom governo, cinco anos depois de ausência, ele pode voltar e concorrer a uma nova eleição".

Lula reiterou que, "por não brincar com a democracia", não será candidato, não pensará nem cogitará qualquer hipótese de terceiro mandato. "Eu já era contra o segundo, imagina o terceiro. Acho imprudência, e a minha orientação para a base é que ninguém apresente qualquer projeto, que acho uma provocação à democracia brasileira".


 

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