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15 de Maio de 2007 - 13h16 - Última modificação em 15 de Maio de 2007 - 13h16


Imperialismo precisa ser reconhecido dentro da própria elite latino-americana, segundo Lula

Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede, no Palácio do Planalto, a primeira entrevista coletiva em seu segundo mandato Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concede, no Palácio do Planalto, a primeira entrevista coletiva em seu segundo mandato
Brasília - Durante a primeira entrevista coletiva no segundo mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu que os latino-americanos precisam buscar as causas do subdesenvolvimento também dentro os próprios países e não ficar culpando somente o "imperialismo" dos Estados Unidos. Segundo ele, as elites latino-americanas são culpadas por governos que não distribuíram riquezas e não fizeram investimentos necessários para a população e para o desenvolvimento. "A gente poderia olhar para dentro do nosso umbigo e perceber que o defeito está em nós mesmos", diz.

"Durante muito tempo, todos os discursos que eu fazia era o imperialismo americano que era o responsável pela minha pobreza, o imperialismo americano que era o responsável pelo meu analfabetismo, e de repente eu descobri que o problema não era o imperialismo", disse. "O problema era o imperialismo da nossa elite que durante séculos governaram esse país, esse continente, e não fizeram nenhuma política distribuição de riqueza, que não pensar, o desenvolvimento do país, que não fizeram os investimentos necessários."

Lula voltou a relatar que a proposta de construir uma "outra dimensão política da integração da América do Sul" surgiu após a vitória de presidentes como Nestor Kirchner (Argentina), Nicanor Duarte (Paraguai) e outros. "[Estabelecemos] que nós gostaríamos de construir uma parceria e não uma hegemonia, mas nós também não poderemos esquecer os problemas que nós temos. Temos que levar em conta a existência de algo que supera as nossas divergências do século 19 para que a gente possa construir as convergências do século 21."

Em relação à negociação com a Bolívia sobre o gaś natural e as refinarias de petróleo, o presidente lembrou que esse conceito não o faz "cego" diante da "necessidade histórica" da Bolívia gerir seu patrimônio. "É importante lembrar que não foi a decisão do Evo Morales [presidente da Bolívia]. Então, quando Evo tomou posse, houve um plebiscito na Bolívia e mais de 90% decidiu que o gás seria nacionalizado", disse. E completou: "acho que a riqueza mineral da Bolívia é da Bolívia, e eles vendem para nós se quiserem vender."


 

 

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