Cerca de 200 crianças e adolescentes de 64 unidades públicas de ensino da capital pernambucana, vítimas de violência física,  psicológica e sexual já foram incluídas no programa Escola que Protege. A iniciativa, lançado em 2005, pelo Ministério da Educação em parceria com a prefeitura do Recife, tem como principal objetivo disponibilizar assistência social e psicológica a meninos e meninas sendo as ações extensivas também aos familiares.

As crianças e os jovens em situação de violência são identificados pelos professores que passam por cursos de capacitação para facilitar a percepção do problema e encaminhar os casos a rede de proteção local. Segundo Raimunda Ferreira Maciel, coordenadora do programa, que tem sede na Policlínica do bairro do Pina, em 2006, os atendimentos incluíram 79 situações de  negligência, 21 agressões físicas e três de abuso sexual.

Do início do ano até agora ocorreram 32 situações de violência física, 33 de violência psicológica, 12 de negligência e duas de violência sexual. O diagnóstico das vítimas se dá por meio da observação do comportamento em sala de aula. "Os estudantes que sofrem violência  normalmente são mais calados, participam pouco das atividades propostas pelos professores  e demonstram atitudes agressivas com colegas”, conta Raimunda.

O projeto piloto Escola que Protege foi instituído pelo MEC também em Belém, no Pará e Fortaleza, no Ceará, em função do alto índice violência e de exploração infanto- juvenil constatado nessas cidades por conta turismo sexual.