



|
Rio de Janeiro - O Programa Nacional de Segurança deve ser apresentado nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi dada hoje (17) pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix. “O governo federal está concluindo o Programa Nacional de Segurança, que deve ser apresentado por esses dias pelo presidente da República. Associando a cidadania, fazendo o enlace dos programas sociais existentes com as ações de segurança pública, num pacto político envolvendo os três níveis de governo, polícias, sistema penitenciário, urbanização, ensino, saúde e toda a gama de atores que possam participar desta verdadeira cruzada, para que a violência seja reduzida a níveis toleráveis”, afirmou general Félix. Ele discursou durante o 19o Fórum Nacional, evento que, no seu último dia, reuniu especialistas na área de segurança no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. O general reconheceu que em algumas áreas do país nas grandes cidades, as favelas se constituíram em territórios autônomos. “Quantas favelas, no Rio de Janeiro e em outras cidades, têm como única legislação a força bruta e nada mais. Um caso de guerra unilateral, verdadeiros países dentro do nosso país”, disse. O general no entanto demonstrou ser contra a idéia do uso de tropas do Exército para combater a violência. E afirmou que a função mais importante das Forças Armadas é cuidar as fronteiras. “Na segurança da Cidade Maravilhosa, as Forças Armadas talvez possam bem cooperar vigiando a fronteira com a Bolívia e com o Paraguai. Em prol do desarmamento dos morros cariocas, a Aeronáutica contribuindo com o patrulhamento do espaço aéreo próximo à Colômbia seria bastante eficaz. A tranqüilidade da Baía de Guanabara talvez dependa, cada vez mais, da vigilância que a Marinha esteja exercendo aqui ou no mar do Caribe às rotas [do tráfico]”, defendeu.
“Colocar o soldado na rua carioca, transformando-o em um policial de segunda categoria, talvez não seja uma solução eficaz”, afirmou o general.
|
|