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17 de Maio de 2007 - 19h49 - Última modificação em 17 de Maio de 2007 - 19h49


Programa Nacional de Segurança deve ser apresentado nos próximos dias, diz general Félix

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Programa Nacional de Segurança deve ser apresentado nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi dada hoje (17) pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix.

“O governo federal está concluindo o Programa Nacional de Segurança, que deve ser apresentado por esses dias pelo presidente da República. Associando a cidadania, fazendo o enlace dos programas sociais existentes com as ações de segurança pública, num pacto político envolvendo os três níveis de governo, polícias, sistema penitenciário, urbanização, ensino, saúde e toda a gama de atores que possam participar desta verdadeira cruzada, para que a violência seja reduzida a níveis toleráveis”, afirmou general Félix.

Ele discursou durante o 19o Fórum Nacional, evento que, no seu último dia, reuniu especialistas na área de segurança no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

O general reconheceu que em algumas áreas do país nas grandes cidades, as favelas se constituíram em territórios autônomos. “Quantas favelas, no Rio de Janeiro e em outras cidades, têm como única legislação a força bruta e nada mais. Um caso de guerra unilateral, verdadeiros países dentro do nosso país”, disse.

O general no entanto demonstrou ser contra a idéia do uso de tropas do Exército para combater a violência. E afirmou que a função mais importante das Forças Armadas é cuidar as fronteiras. 

“Na segurança da Cidade Maravilhosa, as Forças Armadas talvez possam bem cooperar vigiando a fronteira com a Bolívia e com o Paraguai. Em prol do desarmamento dos morros cariocas, a Aeronáutica contribuindo com o patrulhamento do espaço aéreo próximo à Colômbia seria bastante eficaz. A tranqüilidade da Baía de Guanabara talvez dependa, cada vez mais, da vigilância que a Marinha esteja exercendo aqui ou no mar do Caribe às rotas [do tráfico]”, defendeu.


“Colocar o soldado na rua carioca, transformando-o em um policial de segunda categoria, talvez não seja uma solução eficaz”, afirmou o general.




 


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