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Recife - Cerca de 100 adolescentes, de 14 a 20 anos, de comunidades de baixa renda de
Recife e Olinda, que viviam em situação violência e de exploração sexual, estão
recebendo apoio psicológico e assistência social da organização não-governamental Coletivo Mulher Vida. A ONG, que funciona desde 1991, com
contribuições financeiras de instituições internacionais da comunidade européia,
desenvolve um trabalho com a intenção de reduzir e prevenir os índices de
violência doméstica e sexual.
As jovens passaram a ser acompanhadas diariamente para sair da situação
de vulnerabilidade social, juntamente com as famílias, que foram incluídas em
programas sociais do governo federal, a exemplo do Bolsa Família. De acordo com Maria Luiza Duarte, do Coletivo
Mulher Vida, estão sendo oferecidas oportunidade para ingresso em cursos
profissionalizantes na rede de órgãos públicos existentes e de outras instituições
parceiras.
"As ações ainda são insuficientes em relação ao tamanho do problema. Uma
ONG não pode exercer a função do poder público, que é de prestar atendimento em massa. Desenvolvemos
uma experiência que precisa ser ampliada para obtenção de resultados mais
eficazes”, disse Maria Luiza.
As meninas atendidas pelo Coletivo Mulher Vida vem
melhorando a auto-estima, o convívio familiar e se afastando da vulnerabilidade
da exploração sexual a que eram submetidas. O Coletivo Mulher Vida defende uma maior abragência
das políticas públicas com relação ao problema da exploração sexual, que
acontece dentro de bares, restaurante, ruas, motéis e bordéis. “Muita gente
considera que uma garota de programa de 14 anos sabe o que está fazendo e
considera que ela não precisa de ajuda. Na verdade, essas jovens não escolheram
esse tipo de trabalho, são vítimas de exploradores.”
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