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Brasília - O Conselho Federal de
Medicina (CFM) decidiu que a partir de agora a Classificação
Internacional de Doenças (CID), de seguradoras e operadoras de
planos de saúde, não vai mais ser preenchida nas guias
de consultas dos pacientes. De acordo com o presidente em exercício
do CFM, Roberto Luiz D'Àvila, a resolução é
para proteger o paciente.
D'Ávila ressaltou que a preocupação
do conselho é que a informação da doença
possa ser usada contra o paciente. E explicou: quando se faz um plano
com as operadoras, são analisadas as informações
contidas nas guias, onde se tem o código e o tempo da doença,
e o paciente pode ser prejudicado porque dependendo dessa informação
ele terá que pagar mais pelo plano.
“Quanto maior for o uso [do plano], maior o
valor do plano. Os pacientes que têm doenças graves, com
altos gastos nos hospitais, diminuem muito o lucro das operadoras.
Elas identificam esses pacientes e por isso não renovam o
contrato”, explicou.
A resolução só é
valida para os médicos e é uma defesa contra a
operadoras, segundo D'Ávila. “Não queremos que as
operadoras obriguem nem os pacientes a divulgarem o seu diagnóstico
e nem os médicos a quebrarem o sigilo profissional. É
uma proteção do sigilo, uma proteção do
paciente que não poderá ser discriminado porque está
doente”, afirmou.
“A nossa função como médico
é esclarecer ao paciente a não se submeter e não
aceitar nenhuma coerção da operadora, e dizer aos
médicos, se eles fizerem isso, que serão processado
pelo conselho de medicina”, disse.
De acordo com o presidente em exercício do
CFM, “qualquer pessoa que atue pela operadora obrigando o médico
a preencher o CID, responderá processo no Conselho Federal
de Medicina”.
Roberto D'Ávila disse ainda que os
pacientes devem procurar os conselhos de medicina de sua cidade para
denunciar os médicos que colocarem o CID nas guias.
A resolução foi aprovada na última
sexta-feira (18).
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