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21 de Maio de 2007 - 07h29 - Última modificação em 21 de Maio de 2007 - 09h47


Empresários paraguaios e brasileiros querem ampliar intercâmbio comercial dos dois países

Érica Santana
Enviada especial

 
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Antonio Cruz/ABr
Assunção (Paraguai) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e ministros, durante encontro com empresários brasileiros e paraguaios
Assunção (Paraguai) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e ministros, durante encontro com empresários brasileiros e paraguaios
Assunção (Paraguai) - Empresários paraguaios e brasileiros apresentaram nesse domingo (20) aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva  e Nicanor Duarte reivindicações e sugestões  para ampliar o intercâmbio comercial dos dois países.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, considerou o encontro positivo, já que os dois presidentes puderam não apenas falar sobre o comércio de cada país, mas também ouvir os anseios do empresariado.

De acordo com Amorim, o Paraguai não quer apenas mais acesso ao mercado brasileiro, mas também ser visto como um negociador em potencial. Os empresários brasileiros demonstraram disposição para investir no país, sobretudo em etanol e  biodiesel, que já são produzidos no Paraguai.

Os principais produtos que o Brasil compra do Paraguai são cereais (milho e trigo) algodão, peles, couros e soja em grão, e exporta máquinas e equipamentos, veículos automóveis e tratores com suas partes e componentes, adubos, fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, além de borrachas, e plásticos.

O chanceler brasileiro destacou que este foi um encontro inédito. “Eu trabalho em Mercosul há muitos anos e  nunca vi um encontro Brasil- Paraguai desse tipo, com essa densidade”. Amorim acredita esse encontro “vai abrir uma era nova para investimentos conjuntos possivelmente instalações de fábricas brasileiras aqui, trabalho cooperativo na área de biodiesel e  de etanol”.

O presidente da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas, Jorge Heisecke, disse que o Brasil é um mercado natural para os produtos paraguaios, não só pela dimensão geográfica, mas principalmente pela proximidade. “Na prática vemos uma série de problemas que impossibilitam esse comércio e que reflete na balança comercial, tão desfavorável. Quando temos a oportunidade, queremos que todo mundo nos escute, principalmente se for o presidente Lula”.

Jorge Heisecke saiu otimista do encontro. Segundo ele, o presidente Lula reafirmou o compromisso brasileiro com o desenvolvimento do Paraguai. “Nós apresentamos nossas queixas e acreditamos que vamos ter uma resposta positiva. Nós nos reunimos muitas vezes com o ministro Celso Amorim, que nos explicou que muitas vezes a burocracia é empecilho para que os produtos paraguaios cheguem ao Brasil ”.




 


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