|
Antonio Cruz/ABr
| |
Assunção (Paraguai) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, e ministros, durante encontro com empresários brasileiros e paraguaios
|
Assunção (Paraguai) - Empresários paraguaios e brasileiros apresentaram nesse domingo (20) aos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Nicanor Duarte reivindicações e sugestões para ampliar o intercâmbio comercial dos dois países.
O
ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, considerou o encontro positivo, já que os dois presidentes puderam não apenas falar
sobre o comércio de cada país, mas também ouvir os anseios do
empresariado.
De acordo com Amorim, o Paraguai não quer apenas mais acesso ao mercado brasileiro, mas também ser visto como um negociador em potencial. Os empresários brasileiros demonstraram disposição para investir no país, sobretudo em etanol e biodiesel, que já são produzidos no Paraguai.
Os
principais produtos que o Brasil compra do Paraguai são cereais (milho
e trigo) algodão, peles, couros e soja em grão, e exporta máquinas e
equipamentos, veículos automóveis e tratores com suas partes e
componentes, adubos, fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, além
de borrachas, e plásticos.
O chanceler brasileiro destacou que este foi um encontro inédito. “Eu trabalho em Mercosul há muitos anos e nunca
vi um encontro Brasil- Paraguai desse tipo, com essa densidade”. Amorim
acredita esse encontro “vai abrir uma era nova para investimentos
conjuntos possivelmente instalações de fábricas brasileiras aqui,
trabalho cooperativo na área de biodiesel e de etanol”.
O
presidente da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e
Oleaginosas, Jorge Heisecke, disse que o Brasil é um mercado natural
para os produtos paraguaios, não só pela dimensão geográfica, mas
principalmente pela proximidade. “Na prática vemos uma série de
problemas que impossibilitam esse comércio e que reflete na balança
comercial, tão desfavorável. Quando temos a oportunidade, queremos que
todo mundo nos escute, principalmente se for o presidente Lula”.
Jorge
Heisecke saiu otimista do encontro. Segundo ele, o presidente Lula
reafirmou o compromisso brasileiro com o desenvolvimento do Paraguai.
“Nós apresentamos nossas queixas e acreditamos que vamos ter uma
resposta positiva. Nós nos reunimos muitas vezes com o ministro Celso
Amorim, que nos explicou que muitas vezes a burocracia é empecilho para
que os produtos paraguaios cheguem ao Brasil ”.
|
|