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Brasília - Em audiência
pública na Câmara hoje (22), vários deputados
pediram a retirada da medida provisória (MP) que divide o
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama ) e cria o Instituto Chico Mendes de
Biodiversidade.
A audiência,
sobre a situação do licenciamento ambiental após
a reestruturação do Ibama e a Medida Provisória
366, foi realizada pelas Comissões da Amazônia,
Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Entre os
parlamentares favoráveis à retirada da MP da pauta do
plenário estava o deputado Sarney Filho (PV-MA). "Qual é
a urgência que justifica a necessidade de se tratar as
modificações estruturais do Ibama por medida
provisória? Eu já tomei minha decisão de votar
contra a medida ela", disse.
A deputada Vanessa
Grazziotin (PCdoB-AM) informou que era favorável à
reestruturação e passou a ser contra, por avaliar que
ela aumentará a burocratização do órgão:
"O governo já anunciou essa medida de reestruturação
do Ibama dizendo que isso melhoraria e reforçaria o setor de
licenciamento ambiental, mas infelizmente, na prática, não
é isso que estamos vendo. A informação que nós
recebemos agora é que de oito procedimentos passarão
para 36".
O presidente interino do Ibama, Bazileu Alves
Margarido Neto, afirmou que a reestruturação é
necessária para que o instituto atue mais focado nas funções
de licenciamento e fiscalização. Ele afirma que a
expectativa é que haja uma melhoria no processo, tanto na
questão do prazo quanto na qualidade.
Ele informou que o
Ibama tem hoje 6.400 servidores, alguns já lotados no novo
instituto. Os funcionários continuam em greve por tempo
indeterminado.
O presidente da Associação dos
Servidores do Ibama (Asibama), Jonas Corrêa, reafirmou que a
medida não traz. Ele disse também que a demora do órgão
em avaliar processos de licenciamento, na maioria das vezes, é
provocada por empreendedores que não cumprem a legislação
ambiental.
O secretário executivo do Ministério
do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, presidente interino
do Instituto Chico Mendes, disse que não houve mudança
nas leis da área. "Não provocamos nenhuma
alteração na legislação ambiental,
criamos novas autarquias. O Ibama conta hoje com 127 analistas
ambientais e há previsão de que tomem posse mais 42,
que foram aprovados em concurso público. As nomeações
vão agilizar os processos de licenciamento acumulados no
instituto", comentou.
Para o subprocurador-geral da
República Mário Gisi, o Ministério Público
ainda não tem uma visão clara e crítica ao que
está sendo proposto, e defendeu que se debata a necessidade de
aprovação da medida provisória.
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