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Manaus - Os servidores do Instituto Brasileiro Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) promovem hoje (23), em
Manaus, uma manifestação conjunta para chamar a atenção das autoridades
e do poder público sobre as atuais condições salariais e de trabalho
nos dois órgãos. Eles protestam ainda contra uma das propostas do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - o Projeto de Lei
Complementar 1/2007 (PLC1) — que altera a Lei de Responsabilidade
Fiscal e restringe o aumento de despesa de pessoal.
O secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos
Federais do Amazonas (Sindsep), Walter Matos, explica que o PLC1
impedirá, se implementado, a contratação de novos servidores federais e
melhorias no repasse de verbas para as instituições públicas federais.
"O PLC1 inviabilizará todo o processo de melhorias no serviço
público brasileiro porque impede o processo de reestruturação dos
órgãos federais, bem como a realização de novos concursos para
contratação de mais serviços", afirma Matos.
Nessa terça-feira (22), servidores do Ibama estiveram reunidos
no centro de Manaus para divulgar à população local os motivos que os
levaram a realizar greve nacional. Por meio de cartazes, faixas e
panfletos, os servidores manifestaram rejeição à
medida provisória 366/07, que cria o Instituto Chico Mendes de
Biodiversidade para gerir as unidades de conservação. De acordo com a Associação
dos Servidores do Ibama no Amazonas (Asibama), a criação do Instituto
Chico Mendes pode levar ao desmonte da instituição em pouco tempo.
No Incra, apesar de 18 superintendências nacionais terem
entrado em greve desde ontem (21), a representação no Amazonas continua
funcionando normalmente. Ainda assim, os funcionários do Incra exigem a
contratação de novos servidores, aumento do salário-base e incorporação
das gratificações.
Em todo o Amazonas, Ibama e Incra concentram cerca de 600 funcionários.
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