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23 de Maio de 2007 - 20h41 - Última modificação em 23 de Maio de 2007 - 20h41


Manifestantes e PMs entram em confronto diante da Assembléia Legislativa paulista

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Manifestantes e policiais militares entraram em confronto, na noite de hoje (23), em frente à Assembléia Legislativa, na zona sul de São Paulo. Os policiais haviam impedido a entrada dos manifestantes, que queriam acompanhar a votação do projeto de lei complementar que propõe a criação de um fundo previdenciário para o estado, dentro do Sistema de Previdência dos Servidores Públicos (SPPrev).

Em um dos acessos à sede do Legislativo estadual, os manifestantes jogaram paus, pedras e latas em direção aos policiais, que revidaram com spray de pimenta. Depois do confronto, o policiamento foi reforçado e os manifestantes formaram uma comissão que pôde entrar na Assembléia para acompanhar a votação.

No início da tarde, na Avenida Paulista, integrantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para protestar contra a aprovação do projeto. Eles também pediam reajuste salarial e um novo plano de cargos e salários. Segundo José de Souza Maciel, diretor estadual do  sindicato, os professores ainda decidiriam hoje, em assembléia, se deflagrarão greve no estado, mas a proposta foi rejeitada no meio da tarde.

Além dos professores, participaram da manifestação representantes e trabalhadores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), centrais sindicais e partidos políticos. A eles também se reuniram estudantes da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec), que saíram em passeata e fecharam a pista da Avenida Paulista, na direção Paraíso-Consolação.

Os funcionários do Ibama protestavam contra a medida provisória que divide o instituto: "Isso quebra a gestão ambiental", disse a analista ambiental Rossana Borioni. Já os do Incra, como a técnica administrativa Daniela Oliveira, reivindicavam melhores salários e incorporação das gratificações. "A gente também luta contra a derrubada de um projeto de lei que congela nossos salários por dez anos e ainda somos defensores da reforma agrária", disse a técnica.

As centrais sindicais, que haviam promovido manifestação pela manhã no mesmo local, reivindicavam a manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3, que impede os fiscais trabalhistas de autuar empresas por contratações irregulares, como vínculo sem carteira assinada ou trabalho escravo. Segundo Arthur Henrique, presidente da CUT, a emenda é uma "tentativa de se fraudar as leis trabalhistas".

A estudante de Educação Artística Bruna Vieira, da Unesp, disse ter ido à manifestação contra os decretos sobre autonomia universitária assinados pelo governador José Serra em janeiro: "Os decretos prejudicam a autonomia universitária, que é um direito pela Constituição".

Depois dos protestos em frente ao Masp, sob muita chuva, os manifestantes – cerca de 5 mil, segundo a Polícia Militar – seguiram no final da tarde para a Assembléia Legislativa com faixas, instrumentos musicais e apitos.



 


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