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23 de Maio de 2007 - 11h37 - Última modificação em 23 de Maio de 2007 - 11h49


Servidores do Ibama condicionam volta ao trabalho a derrubada de medida provisória

Clara Mousinho
Da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Asibama), Jonas Corrêa, disse hoje (23), em entrevista à Agência Brasil, que os servidores do órgão só voltam a trabalhar se Medida Provisória 366/07 for retirada pelo governo ou se for vetada pelo Congresso Nacional.

Cerca de 6,4 mil funcionários do Ibama estão de greve desde a semana passada porque são contra a edição da MP, que divide a gestão ambiental brasileira com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O novo órgão ficaria responsável pela gestão de unidades de conservação.

Corrêa se reuniu ontem (22) com 44 deputados federais das comissões da Amazônia e do Meio Ambiente da Câmara para discutir a MP 366. Segundo ele, a maioria dos parlamentares é contra a medida. “Nós mostramos aos parlamentares o prejuízo que essa MP vai trazer para o país. Pudemos fazer uma explanação com dados, mostrando estudo técnicos de como ficará o Ibama se essa medida for aprovada. Eu acho que em função disso, os próprios parlamentares estão solicitando que se retire a medida.”

O presidente do Ibama, Brazileu Margarido, e o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, também participaram da reunião no Congresso. De acordo com Corrêa, a discussão sobre a MP 366 foi positiva. “É importante que se faça um processo de discussão mais democrático, porque a medida foi encaminhada sem nenhuma discussão prévia”, acrescentou o presidente da Asibama.



 


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