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Brasília -
A
existência de uma estrutura política limitada e frágil
e a concentração da atividade econômica na
exploração do petróleo são alguns dos
principais desafios que Angola tem a superar para fortalecer a sua
democracia e promover o desenvolvimento nacional, segundo a diretora
do Fundo de Apoio Social de Angola, Henda Ducados.
A diretora
angolana participou hoje (23) do 2º Seminário
Internacional Federalismo e Desenvolvimento, que desde segunda-feira
(21) discute como integrar os desafios da democracia ao
desenvolvimento sustentável.
Com 15
milhões de habitantes, dos quais 67% vivem abaixo da linha da
pobreza, Angola quer ser vista como uma janela de oportunidades,
disse Henda Ducados.
As
fragilidades de seu país, segundo ela, poderão ser
superadas com a execução de um plano estratégico,
com prazo até 2013, que pretende “transformar Angola em um
país moderno, próspero e democrático e com um
nível elevado de conhecimento e desenvolvimento científico
e técnico cultural”.
Henda Ducados explicou que depois de 15
anos de guerra civil, a consolidação da paz, a
preparação das eleições legislativas no
ano que vem, a estabilidade cambial e o crescimento econômico
elevado têm sido os principais focos do país na busca do
desenvolvimento social e democrático.
“Os desafios são grandes. Eu
diria que o maior desafio que as reformas democráticas devem
promover são aqueles relevantes para a população.
O legado da guerra fez com que a população perdesse a
confiança nas instituições.
Henda Ducados disse que o país
está tentado criar mecanismos para aumentar a participação
social, principalmente porque o povo angolano ainda tem medo de
manifestar suas opiniões. “É preciso criar um
equilíbrio entre as demandas da comunidade e as instituições”,
defendeu.
Ela disse que apesar de o parlamento
angolano ser formado por 30% de mulheres, elas continuam em situação
desfavorável em comparação com os homens. “Nosso
maior desequilíbrio ocorre no poder local. Há uma
auto-exclusão das mulheres do processo participativo e do
aspecto cultural, principalmente por causa de uma legislação
antiga”.
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