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23 de Maio de 2007 - 16h49 - Última modificação em 23 de Maio de 2007 - 16h49


Angola quer ser vista como janela de oportunidades, diz diretora de fundo social

Érica Santana
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A existência de uma estrutura política limitada e frágil e a concentração da atividade econômica na exploração do petróleo são alguns dos principais desafios que Angola tem a superar para fortalecer a sua democracia e promover o desenvolvimento nacional, segundo a diretora do Fundo de Apoio Social de Angola, Henda Ducados.

A diretora angolana participou hoje (23) do 2º Seminário Internacional Federalismo e Desenvolvimento, que desde segunda-feira (21) discute como integrar os desafios da democracia ao desenvolvimento sustentável.

Com 15 milhões de habitantes, dos quais 67% vivem abaixo da linha da pobreza, Angola quer ser vista como uma janela de oportunidades, disse Henda Ducados.

As fragilidades de seu país, segundo ela, poderão ser superadas com a execução de um plano estratégico, com prazo até 2013, que pretende “transformar Angola em um país moderno, próspero e democrático e com um nível elevado de conhecimento e desenvolvimento científico e técnico cultural”.

Henda Ducados explicou que depois de 15 anos de guerra civil, a consolidação da paz, a preparação das eleições legislativas no ano que vem, a estabilidade cambial e o crescimento econômico elevado têm sido os principais focos do país na busca do desenvolvimento social e democrático.

“Os desafios são grandes. Eu diria que o maior desafio que as reformas democráticas devem promover são aqueles relevantes para a população. O legado da guerra fez com que a população perdesse a confiança nas instituições.

Henda Ducados disse que o país está tentado criar mecanismos para aumentar a participação social, principalmente porque o povo angolano ainda tem medo de manifestar suas opiniões. “É preciso criar um equilíbrio entre as demandas da comunidade e as instituições”, defendeu.

Ela disse que apesar de o parlamento angolano ser formado por 30% de mulheres, elas continuam em situação desfavorável em comparação com os homens. “Nosso maior desequilíbrio ocorre no poder local. Há uma auto-exclusão das mulheres do processo participativo e do aspecto cultural, principalmente por causa de uma legislação antiga”.





 


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