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Brasília - A Polícia
Federal encaminhou ao procurador-geral da República, Antônio
Fernando de Souza, documentos referentes à Operação
Navalha, que investiga esquema de fraudes em licitações
e desvio de recursos de obras públicas. O Ministério Público Federal é que demandou os pedidos de busca, apreensão e prisão preventiva, executados pela Polícia Federal desde a última quinta-feira (17).
Entre os documentos estaria uma lista com nomes de parlamentares e
autoridades que teriam envolvimento com o esquema. O documento foi
apreendido na sede da construtora Gautama, em Salvador. A empresa é acusada de
liderar o esquema de fraude. Como na lista há
nomes de pessoas que têm foro privilegiado, o inquérito
pode ser desmembrado e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por julgar ações relacionadas a parlamentares e ministros, por exemplo. O
procurador-geral analisa essa possibilidade e a expectativa é
que ele dê o encaminhamento necessário ainda hoje.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a investigação, ouve desde segunda-feira depoimentos dos detidos pela operação. A ministra Eliana Calmon ouviu até a madrugada 11 suspeitos. Estavam previstos mais dois depoimentos, do presidente
da Companhia Energética do Piauí (Cepisa), José Targa Juni, e do
empresário José Edson Vasconcelos Fontenelle, mas foram suspensos por
causa da hora e adiados para a manhã de hoje (23).
Oito depoentes
que permaneciam presos na Superintendência da Polícia Federal, em
Brasília, foram soltos pela ministra Eliana Calmon à medida que iam
sendo ouvidos. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
Mendes, revogou a prisão de mais quatro acusados, entre eles o deputado
distrital Pedro Passos (PMDB).
Ontem, o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu demissão do cargo após serem divulgadas pela imprensa uma série de imagens de uma entrega de R$ 100 mil para seu assessor Ivo Almeida Costa, na própria sede do ministério. Rondeau teve uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em
seguida, comunicou que vai deixar o ministério. Sua decisão foi
confirmada por meio de uma nota oficial. Rondeau voltou a se defender
das suspeitas, que chamou de "mentiras" e "insinuações", e disse que
confia na Justiça.
A matéria foi atualizada às 17h12 para acréscimo de informações
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