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Brasília - A decisão do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP),
de encaminhar à Polícia Federal e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)
requerimento sobre as investigações da Operação Navalha deixou irritados os senadores do DEM.
O líder do partido na Casa, José Agripino (RN), anunciou que eles deverão assinar o requerimento para instalação de
uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investigará a influência das empreiteiras na liberação de recursos de obras
previstas no Orçamento Geral da União.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também se manifestou favorável a assinar o requerimento para instalação da CPMI: “Farei o que a
Casa entender que precisa ser feito. Se for necessário constituir uma Comissão
Parlamentar de Inquérito para que tudo fique absolutamente esclarecido, descerei
da isenção que devo ter para assinar, em primeiro lugar".
Em discurso, Agripino afirmou que 70% dos recursos
operados pela Construtora Gautama previstos no Orçamento da União são de “alocação direta de órgão do Poder Executivo”. E defendeu que uma CPMI sobre o assunto traria para o Legislativo uma crise que não
lhe pertence. Segundo o senador, um requerimento como o
encaminhado por Chinaglia e avalizado pelos líderes partidários na
Câmara, promoverá uma investigação “em um fórum fechado”.
"Eu que
estive ao lado das investigações o tempo todo, de investigações abertas e
transparentes, vou ficar ao lado de uma proposta feita na Câmara ontem à noite, de
investigação parlamentar de circuito fechado, âmbito restrito? Não!", disse o líder, após avisar que assinaria o requerimento e recomendaria o mesmo ao
restante da bancada.
No Senado, 22 parlamentares já assinaram o requerimento – para a instalação da Comissão, são necessárias, no mínimo, 27 assinaturas. Na Câmara, já assinaram 120 dos 171 deputados necessários.
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