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23 de Maio de 2007 - 17h44 - Última modificação em 23 de Maio de 2007 - 17h44


Projeto financiado pela Petrobras doa a instituições máquinas de escrever e livros em braile

Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - O projeto Inclusão Sem Fronteiras, financiado pela Petrobras, com apoio da Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual entregou hoje (23) a sete instituições em Pernambuco, que atendem deficientes visuais 13 máquinas de escrever em braile, 78 bengalas e 208 livros. A entidade atua há 16 anos como centro de referência para famílias de deficientes visuais.

O material foi entregue aos representantes de três instituições de Recife, e dos municípios de Caruaru, Araripina, Arcoverde e Afogados de Ingazeiras. 

Uma das instituições beneficiadas, o Instituto de Cegos do Recife, desenvolve atividades diárias de artesanato, leitura, educação infantil e apoio psicológico para 300 portadores de cegueira e baixa visão. 

O coordenador da Área de Responsabilidade Social da Petrobras, Milton Santana, disse que “a responsabilidade social integra o planejamento estratégico da companhia, como parte das diretrizes empresariais”. Informou que nos últimos quatro anos a empresa apoiou e patrocinou projetos que beneficiaram mais de nove milhões de brasileiros em todo o país. 
O programa Inclusão Sem Fronteiras, que está na segunda edição, vai favorecer ao todo 84 instituições que atendem deficientes visuais em todas as regiões do país. A próxima cidade a ser contemplada é Porto Alegre. 

Cristiano Gomes, coordenador de produção da Laramara, informou que as escolas e instituições selecionadas para serem atendidas pelo projeto são as que estão mais bem preparadas para disseminar conhecimentos a deficientes audiovisuais, mas têm poucos recursos financeiros.

A professora aposentada Severina do Nascimento Soares, que nasceu cega e trabalhou por 26 anos com alfabetização de crianças deficientes visuais, elogiou a ação do projeto afirmando que vai facilitar o desenvolvimento de habilidades e o acesso ao mercado de trabalho dos portaderes de deficiência visual. “Essa é uma ação importante porque todo cego precisa aprender a ler em braile. Além disso, a doação das bengalas permitirá melhor mobilidade”.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil tem 1,7 milhão de pessoas com deficiência visual.




 


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