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24 de Maio de 2007 - 17h10 - Última modificação em 24 de Maio de 2007 - 17h41


Em Recife, prefeitura busca melhorar tratamento da anemia falciforme

Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - Experiências implementadas pela Prefeitura do Recife para combater o racismo institucional na área de saúide foram apresentadas hoje (24), durante seminário sobre o Programa de Combate ao Racismo Institucional, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

De acordo com a secretária municipal de Direitos Humanos, Karla Menezes, uma das iniciativas é o programa de combate a anemia falciforme, doença hereditária que atinge com maior prevalência a população afro-descendente. Segundo ela, a prefeitura passou a disponibilizar testes para detecção da alteração genética e tratamento médico nas instituições de saúde da rede pública.

A anemia falciforme afeta a hemoglobina fazendo com que os glóbulos vermelhos percam sua elasticidade, tornando-se rígidos e com formato de foice. Entre os sinais e sintomas, destacam-se as crises dolorosas nos ossos, músculos e articulações, o cansaço, icterícia e úlceras nas pernas.

O gene da anemia falciforme (HbS) afeta 6% da população brasileira ou pouco mais de 11 milhões de pessoas. Quando se consideram apenas os negros (pretos e pardos), esse percentual pode atingir 10% desta população. No Brasil, 3,5 mil crianças nascem a cada ano com doença falciforme, segundo o Ministério da Saúde. A expectativa de vida dos doentes oscila de 18 a 21 anos.

Dentro do Programa de Combate ao Racismo Institucional, além de investir no tratamento da anemia falciforme, a prefeitura do Recife ainda firmou uma parceria com a Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras. Essa parceria vem permitindo a participação dos 17 terreiros de matrizes africanas do Recife, nas ações de promoção à saúde da população negra como campanhas de vacinação de crianças e idosos.

Outra iniciativa da administração municipal que tem contribuído para identificar as doenças que atingem com mais freqüÊncia a população negra é o incentivo ao preenchimento do quesito raça/cor nos protocolos de atendimento médico existentes no sistema de saúde da capital pernambucana. “A adoção da medida já possibilitou a realização de um estudo sobre as principais causas da mortalidade de negros residentes no Recife”, destacou a secretária municipal de Direitos Humanos.

O Programa de Combate ao Racismo Institucional vem sendo implementado em Recife desde 2004, por meio de convênio firmado entre o Ministério da Saúde, a prefeitura, o ministério do governo Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). No ano passado, foi criada a gerência operacional de atenção a saúde da população negra que está ligada a Secretaria Municipal de Saúde.

 


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