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24 de Maio de 2007 - 16h43 -
Última modificação
em 24 de Maio de 2007 - 16h43
Estado brasileiro está em dívida com população cigana, diz representante da etnia
Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr/ABr
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Brasília - As secretarias especiais de Direitos Humanos e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial promovem cerimônia em homenagem ao Dia Nacional do Cigano, comemorado pela primeira vez neste ano
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Brasília - O Estado brasileiro está inadimplente com a nação cigana, afirmou hoje (24) o presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), Cláudio Domingos Iovanovich. Ele participou das comemorações do Dia Nacional do Cigano, no Ministério da Justiça.
“Por mais carentes que as pessoas que vivem debaixo das nossas tendas possam ser, elas pagam seus impostos, comem, se vestem, movimentam essa grande economia”, afirmou Iovanovichi, que também integra o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Apesar disso, ele lembrou que o Brasil é o primeiro país do mundo a ter uma data oficial em homenagem aos ciganos. À exceção do Japão, acrescentou Iovanovich, há representantes da etnia em todos os países do mundo.
“É o povo mais globalizado do planeta. Mas do ponto de vista cultural, não econômico. No mundo inteiro comemos a mesma coisas, dançamos e cantamos a mesma música”.
A data foi instituída em 2006, por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reconhecimento à importância dos ciganos para a história do país e para a identidade cultural brasileira. Dia 24 de maio também é o dia de Santa Sara Kali, padroeira universal desses povos.
Para Iovanovich, a criação do Dia Nacional dos Ciganos pode ser um “divisor de águas”, abrindo caminho para a superação de problemas como o preconceito e a falta de acesso a políticas públicas.
“Nossa primeira proposta é a geração de conhecimentos, mostrar ao povo brasileiro quem são os ciganos, sem lendas, sem mitos. Esse povo que existe atrás das tendas, que, acima de tudo, são cidadãos brasileiros”.
Ele também afirmou ser preciso avançar para que a inclusão social aconteça de fato, e não fique restrita a uma data no calendário. Segundo ele, “dificuldades burocráticas” impedem o acesso à cidadania, por meio do registro civil.
“Se vocês olharem em seus registros, vão ver que lá está hora, cidade, local de nascimento. Isso tudo para a nossa cultura cigana não existe, o que dificulta que tenhamos o primeiro documento que leva a todos os outros”.
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