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24 de Maio de 2007 - 16h15 - Última modificação em 24 de Maio de 2007 - 20h00


Médica orienta mulheres negras a denunciarem discriminação racial nos hospitais

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - A médica e pesquisadora Jurema Werneck, dá entrvista durante seminiário sobre o programa de combate ao racismo institucional. Ela também é ativista do movimento de mulheres negras
Brasília - A médica e pesquisadora Jurema Werneck, dá entrvista durante seminiário sobre o programa de combate ao racismo institucional. Ela também é ativista do movimento de mulheres negras
Brasília - A mulheres negras têm menos atenção e não são tão bem atendidas no serviço público de saúde quanto as mulheres brancas. A afirmação é da coordenadora da organização não-governamental Crioula, a médica Jurema Werneck.

“No caso das mulheres negras o racismo faz uma diferença gigantesca, as queixas, as demandas das mulheres negras não são ouvidas e quando são ouvidas a resposta que o sistema de saúde dá é menor do que a rotina que o protocolo de saúde obriga.”

Segundo o Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna do Rio de Janeiro, 63% das mulheres vitimadas por morte materna no estado em 2003 são negras. Pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro com 10 mil mulheres revela que durante parto normal 11,1% das mulheres negras não receberam anestésico enquanto nas mulheres brancas o percentual é de 5,1%.

O primeiro passo para combater o racismo sofrido pelas mulheres negras é que elas não aceitem tratamento discriminatório, na avaliação da coordenadora do Crioula. Levar a discussão as autoridades de saúde e governamentais é outro passo apontado por Jurema Werneck, que participa hoje (23) do seminário Programa de Combate ao Racismo Institucional: uma experiência exitosa de cooperação internacional, em Brasília.


 


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