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24 de Maio de 2007 - 21h48 - Última modificação em 24 de Maio de 2007 - 21h48


Ministra anuncia lançamento, em agosto, de programa de crédito consignado para turismo de aposentados

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, informou que o governo federal lançará em agosto o programa que prevê a concessão de crédito consignado, para que os cerca de 16 milhões de aposentados brasileiros comprem pacotes de viagem com pagamento descontado em folha.

Durante o lançamento, hoje (24), da segunda fase do Plano Aquarela – para divulgação da imagem do país no exterior e aumento do fluxo de turistas –, a ministra acrescentou que o programa de crédito consignado aguarda apenas a elaboração, pelas agências operadoras, de pacotes adequados à faixa etária dos aposentados.

“Algumas dessas pessoas nunca viajaram, nunca entraram em um avião. E poderão rever seus familiares ou conhecer praias que sempre sonharam conhecer”, disse Marta Suplicy.

Os preços dos pacotes, explicou, deverão chegar a R$ 40 mensais, ao alcance dos aposentados. “É nossa obrigação ver a possibilidade de esse mercado gigantesco poder consumir turismo. Serão pacotes com prestações descontadas em folha e nós vamos concorrer é com o celular. O Brasil vai viajar", enfatizou.

Até agosto, segundo a ministra, será lançada propaganda com o objetivo de despertar a atenção dos aposentados. O programa será operado pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. "Além do valor baixo das prestações, os juros também serão baixíssimos. Nós já havíamos conseguido em torno de 1,3% ao mês e agora poderemos baixar para menos de 1%. Vamos fazer todo tipo de pacote, inclusive os de um dia", acrescentou.

Sobre a influência do câmbio no setor – com a valorização do Real, o brasileiro está viajando mais para o exterior –, Marta Suplicy disse será levada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, "uma proposta de desoneração para o setor hoteleiro, onde cama, geladeira e aparelho de ar condicionado podem ser considerados como bens de capital, como as máquinas e equipamentos beneficiados, na indústria, com isenção de impostos".

A ministra contou ainda ter visto uma fatura, no Chile, que decidiu levar para Mantega: "Nela está escrito 'fatura para exportação' e acho que podemos pensar em algo semelhante no Brasil para beneficiar o setor hoteleiro".



 


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