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Rio de Janeiro - Dados
divulgados e debatidos no seminário Distribuição
de Combustíveis: Pontos cruciais para a moralização
do setor, realizado nessa quarta-feira, no Hotel Caesar Business, em
São Paulo, alertaram para o fato de que a clonagem de postos
não causa prejuízo apenas às distribuidoras e
aos postos idôneos, mas também à sociedade.
“Anualmente
300.000 carros, ou 5,2% da frota, na cidade de São Paulo,
precisam de reparos por causa do uso de combustível
adulterado, o que corresponde a perdas de R$ 117, 6 milhões. No
Brasil, a adulteração é responsável por
94,69% dos veículos que buscam reparos em oficinas. Em média,
o valor do conserto fica em R$ 300,00”, informou a assessoria da
BR.
Segundo
dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás
e Biocombustíveis (ANP) e
do Sindicato das Empresas Distribuidoras de
Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom),
anualmente são comercializados 81 bilhões de litros de
combustível, o que significa um faturamento de R$ 154 bilhões
para o setor.
Outro
dado considerado alarmante para o setor é que atualmente 60%
do volume de álcool hidratado são comercializados com
algum tipo de sonegação, levando a uma perda de
arrecadação estimada em R$ 1 bilhão por ano.
Até
2010, a estimativa é que esse valor chegue a R$ 6 bilhões.
Entre os fatores que facilitam as fraudes e a sonegação
estão as diferentes alíquotas de ICMS nos estados e a
tributação diferenciada para o álcool anidro, o
hidratado, a gasolina e solventes.
Para
tentar combater estas irregularidades, o seminário discutiu
também propostas como a contínua troca de informações
entre a ANP e as Secretarias Estaduais de Fazenda, para maior
controle da movimentação do álcool anidro e
hidratado; o aumento da fiscalização, com integração
entre os diversos órgãos responsáveis; a
transferência da cobrança do PIS e do Cofins da
distribuidora para o produtor; e a uniformização das
alíquotas de ICMS para o álcool hidratado.
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