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24 de Maio de 2007 - 16h25 - Última modificação em 24 de Maio de 2007 - 16h25


Brasil terá diagnóstico sociocultural de população cigana

Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr/ABr
Brasília - A ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro (ao fundo), durante cerimônia em homenagem ao Dia Nacional do Cigano, comemorado pela primeira vez neste ano Brasília - A ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro (ao fundo), durante cerimônia em homenagem ao Dia Nacional do Cigano, comemorado pela primeira vez neste ano
Brasília - No Dia Nacional do Cigano, celebrado hoje (24) pela primeira vez no país, o secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Sérgio Mamberti, anunciou que o Brasil terá o primeiro diagnóstico sociocultural sobre esses povos.

Segundo ele, o protocolo de cooperação do censo será firmado ainda em 2007 entre os ministérios da Cultura, Educação e Saúde e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República.

No evento comemorativo, Mamberti disse que o levantamento não será apenas quantitativo, mas incluirá aspectos relativos "aos saberes, fazeres e modos de vida dos povos ciganos”. Participaram da cerimônia, realizada no Ministério da Justiça, cerca de 80 representantes da etnia cigana.

De acordo com a secretaria e a Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), cerca de 600 mil ciganos vivem hoje no país. A ministra Matilde Ribeiro, da Seppir, acrescenta que o mapeamento inicial sobre esses povos indica que a maioria é de baixa renda e necessita de políticas básicas do governo federal.

Para a ministra, um censo mais aprofundado será fundamental para a elaboração de políticas públicas para os ciganos. “Há um conjunto de demandas apresentadas por eles, como acesso a postos de saúde, escolas, alfabetização de adultos, alfabetização de crianças de uma maneira especial, considerando que nem todos têm moradia fixa, documentação. Esses são exemplos para inclusão na agenda da política pública como um todo”.

Na avaliação da representante do Centro de Estudos e Preservação da Cultura Cigana Yáskara Guelpa, os livros de história brasileira também deveriam passar por mudanças tanto para mostrar a importância dos ciganos para o país como para “acabar com mitos e lendas”.

"Somos um povo pacífico, não roubamos criancinhas, não fazemos mal a ninguém, só queremos ser reconhecidos como seres atuantes na história do povo brasileiro. Estivemos da Guerra dos Farrapos, na Guerra dos Emboabas, no Quilombo dos Palmares, mas os livros de história não contam isso, esse é o problema”.

No evento, Mamberti também anunciou a publicação, em 2007, do edital do primeiro prêmio Culturas Ciganas, no valor de R$ 200 milhões. Serão selecionados 20 projetos que se destacarem na valorização cultural desses povos.

A programação incluiu o lançamento de um selo e de um carimbo comemorativo, pelos Correios, e a entrega do relatório de atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho para as Culturas Ciganas, do Ministério da Cultura.

De acordo com o secretário, uma das ações foi a Oficina de Capacitação em Projetos Socioculturais para Comunidades Ciganas, realizada esta semana.


 


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