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Rio de Janeiro - O vazamento de informações da Operação Navalha, envolvendo o nome de diversos parlamentares no esquema de pagamento de propinas pela construtora Gautama, não vai atrapalhar a relação política do governo com a base no Congresso. A garantia foi dada hoje (24) pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, durante visita à comunidade da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. “Eu não acredito que qualquer ação policial possa desmontar uma coalizão. Se isso perturbar uma coalizão é porque esta coalizão está fundada em bases equivocadas, o que não é o caso da nossa.” Quanto à reação do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que classificou o vazamento de informações como “canalhice”, Tarso preferiu não se manifestar. “Este é um assunto entre dois poderes, o Judiciário e o Executivo, e não é recomendável que se faça um debate público, por jornal, a respeito desta questão. Eu já disse ao ministro que ele me aponte onde houve vazamento que nós vamos tomar providências”. Tarso negou a possibilidade, levantada por alguns parlamentares, de que na operação haveria proteção a políticos do PT em detrimento aos do PMDB, que estariam sendo mais denunciados. “Se alguém disse isto, e eu não acredito, seria de uma insanidade exótica. Pois é uma demonstração de ignorância completa a respeito do que é o inquérito, que começou há um ano, na gestão de Márcio Thomaz Bastos [ex-ministro da Justiça], foi controlado pelo poder Judiciário e pela Procuradoria. Então seria uma acusação de que o poder Judiciário e a Procuradoria estão protegendo o PT. Isso alcança as raias da insanidade”.
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