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25 de Maio de 2007 - 14h41 - Última modificação em 25 de Maio de 2007 - 15h11


Servidores da Cultura jogam sal grosso no Ministério do Planejamento

Clara Mousinho e Cleuber Nunes
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Cerca de 50 servidores do Ministério da Cultura e de órgãos ligados ao ministério promoveram um ato simbólico para abrir os caminhos do Plano de Carreira. Hoje (25), pela manhã, eles jogaram sal grosso na entrada do Ministério do Planejamento, onde funciona a Secretaria de Recursos Humanos.

De acordo com a coordenadora de artes cênicas da Fundação Nacional de Arte (Funarte) e representante do Comando Nacional de Greve dos Servidores da Cultura, Júlia Guedes, a manifestação foi um ato de limpeza.

“O sal grosso na verdade serve para tomar banho. Existe uma tradição de que o sal grosso tem uma propriedade de limpeza. Então, julgando que nesse momento o próprio Ministério do Planejamento está entravado, achamos necessária essa desintoxicação do Planejamento."

Os servidores do Ministério da Cultura (MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Funarte, Biblioteca Nacional e Fundação Palmares estão em greve, desde o último dia 15, para exigir o cumprimento do acordo assumido pelos ministros da Cultura e Planejamento e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Serviço Público (Condsef), em 2005, após uma greve de 100 dias da categoria.

“Em junho 2006 fizemos reunião com o ministério e ficou garantido que no final daquele mês seriam feitos alguns ajustes. Mas só concederam gratificações e nada foi resolvido do plano de carreira”, reclama Júlia Guedes.

Segundo o  Condsef, a implantação do plano contemplará aproximadamente 4 mil servidores, entre ativos e inativos e corresponderá a 0,32% na despesa mensal com o pessoal civil do Executivo Federal, R$ 152 milhões. Entretanto, o Ministério do Planejamento afirma que nenhuma reunião da categoria está marcada com a Secretaria de Recursos Humanos.
Minutos antes da manifestação, o prédio do Ministério da Cultura teve que ser esvaziado devido a uma ameaça de bomba. Os sindicalistas afirmaram que não tinha relação com o fato.



 


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